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Empresa russa Gazprom realiza novo corte em fornecimento de gás à Ucrânia

Arquivo Geral

04/03/2008 0h00

A empresa de gás russa Gazprom cortou hoje o fornecimento de gás à Ucrânia em 25%, approved devido à recusa de Kiev a pagar US$ 600 milhões pelo combustível consumido nos primeiros dois meses do ano.

Em menos de 48 horas, thumb o monopólio russo reduziu em 50% os envios de gás aos consumidores ucranianos, site anunciou Serguei Kupriyanov, porta-voz da Gazprom, citado pela agência oficial russa “Itar-Tass”.

O corte foi confirmado pela companhia estatal ucraniana Naftogaz que, no entanto, insistiu em que poderá satisfazer às necessidades dos ucranianos durante duas semanas.

Kupriyanov não descartou a possibilidade de que ocorram novas reduções no fornecimento, caso a parte ucraniana não “volte à mesa de negociações”.

Atualmente, acrescentou, “as conversas não se encontram em ponto morto, mas nem sequer se reataram, já que os colegas ucranianos não viajaram hoje a Moscou”.

O porta-voz também criticou a recusa da Ucrânia de permitir que especialistas independentes tenham acesso aos medidores de gás em seu território para verificar o bombeamento de combustível pelos gasodutos.

Antes, a Ucrânia tinha ameaçado reduzir o fluxo do gás russo e do centro da Ásia com destino à Europa se a Gazprom colocasse em perigo sua “segurança energética”.

Caso a ameaça ucraniana se torne realidade, vários países europeus poderiam ser afetados, já que 80% do gás que a Gazprom exporta para a Europa passam por solo ucraniano.

A Gazprom satisfaz 40% das necessidades de gás da União Européia (UE) e países como Alemanha ou França compram do monopólio russo entre 20% e 30% de suas necessidades.

O consórcio russo, que avisou à UE de cada um de seus passos, insiste em que “o fornecimento de combustível aos consumidores europeus não será afetado”.

Na última “guerra do gás” que começou em 2006, Alemanha, França, Itália, Polônia, Hungria, Eslováquia, Áustria, Eslovênia, e Romênia sofreram cortes do fornecimento de entre 14% e 44%.

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