Aiful, segunda empresa de créditos não bancários do Japão, cortará 2.390 postos de trabalho, mais da metade de seu elenco, para superar a crise, informou hoje a agência local “Kyodo”.
A empresa de serviços de financiamento ao consumidor deve cortar 1.300 empregos fixos através de aposentadorias antecipadas, reduzir outras 700 praças em várias empresas do grupo e eliminar 390 trabalhos temporários.
Até 31 de agosto a empresa japonesa tinha 4.126 pessoas em seu elenco mas na semana passada já anunciou que deveria reestruturar o pagamento de sua dívida, o que derrubou o Nikkei em seu pregão de sexta-feira.
A empresa informou hoje também que fechará 280 escritórios e que espera umas perdas líquidas de 311 bilhões de ienes (2,312 bilhões de euros) no ano fiscal que conclui em março próximo, frente a sua anterior previsão de lucro de 8,1 bilhões de ienes (60 milhões de euros).
As casas de crédito não bancário no Japão começaram na década dos anos 50 incentivadas pelo rápido crescimento do “milagre econômico” e em 1954 o limite dos juros que podiam cobrar a seus clientes foi fixado em 109,5%.
Recentemente o Governo japonês limitou as excessivos taxas de juros que cobravam e a quantidade de dinheiro que podem emprestar, o que reduziu suas margens de lucro.