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Empatados e exaustos, Obama e Hillary descansarão após prévias no Mississipi

Arquivo Geral

10/03/2008 0h00

Os pré-candidatos democratas à Presidência americana, dosage Barack Obama e Hillary Clinton, treatment se enfrentam na terça-feira no estado do Mississipi nas últimas primárias antes de uma pausa de seis semanas, story durante a qual o partido tentará encontrar uma saída para a definição de seu candidato.


Obama, que participa hoje de vários atos eleitorais no Mississipi, é considerado o favorito nas primárias de terça-feira, o que pode lhe permitir consolidar o impulso que obteve após sua vitória no caucus de Wyoming, no sábado.


Hillary, que já fez campanha no Mississipi na semana passada, preferiu agora se dedicar à Pensilvânia, o último grande estado em disputa e que terá primárias em meados de abril.


Nenhum especialista político da história recente lembra de uma pausa tão grande durante o processo de prévias nos Estados Unidos, o que pode fazer diferença em uma campanha tão intensa e acirrada como a atual, na qual a imprensa – em todas as suas formas – precisa de informações novas a todo instante.


“É um território desconhecido”, afirmou John Brabender, um estrategista eleitoral, em entrevista à revista on-line “The Politico”.


Entretanto, a principal preocupação do Partido Democrata é a situação de estagnação da seleção de seu candidato, e que não será resolvida após as primárias no Mississipi, nas quais apenas 33 delegados estão em jogo.


A atual situação também não deve ser afetada por grandes novidades nas primárias da Pensilvânia, estado que coloca 158 delegados em disputa e onde as pesquisas apontam Hillary como vencedora.


Segundo a última apuração da rede de televisão “CNN”, Obama tem 1.527 delegados e Hillary, 1.428. Para obter a candidatura, são necessários 2.025.


A esta altura da campanha, e devido à acirrada disputa, tudo parece indicar que a busca de um candidato não se resolverá nas cinco prévias restantes que ocorrem entre maio e junho.


Isso pode deixar a decisão nas mãos dos quase 800 superdelegados, algo que os dirigentes do Partido Democrata querem evitar a todo custo.


Uma opção seria repetir as primárias em Michigan e na Flórida, dois estados que anteciparam suas primárias para janeiro sem ter autorização do partido, que, por isso, os proibiu de enviarem seus delegados à convenção democrata, em agosto.


Entretanto, há a impressão de que os delegados destes dois estados podem ser necessários para desempatar a disputa entre Obama e Hillary, motivo pelo qual surgiram vozes no partido que pedem a repetição das primárias.


Segundo o governador da Flórida, o republicano Charlie Crist, o estado quer que sua voz seja ouvida e pede a repetição das primárias locais, mas não está disposto a assumir os custos de quase US$ 25 milhões que envolvem este processo.


O presidente do comitê nacional do Partido Democrata, Howard Dean, disse que a legenda também não quer gastar nestas primárias um dinheiro destinado a financiar a luta contra o candidato republicano.


A forma mais barata de realizar o pleito novamente seria usar o voto por correio, o que evitaria a organização de mesas e colégios eleitorais.


“Não é uma má idéia fazer isso, é um processo muito bom”, disse Dean, acrescentando que tal sistema é amplo e possibilita que todos votem, como “alguém que esteja no Iraque ou em um asilo”.


A repetição das prévias em Michigan e na Flórida pode favorecer Hillary, que vê uma oportunidade de ouro para encurtar a distância em relação a Obama, já que 313 delegados estarão em jogo nos dois estados – nos quais a ex-primeira-dama ganhou com folga em janeiro.


Por isso, alguns dos fervorosos defensores da senadora, como o governador de Nova Jersey, Jon Corzine, e o da Pensilvânia, Ed Rendell, se ofereceram para arrecadar o dinheiro necessário para financiar a repetição das primárias, conscientes de que este pode ser o golpe final contra a pré-candidatura Obama

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