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Emissões de metano de combustíveis fósseis permanecem em níveis elevados, alerta AIE

Redação Jornal de Brasília

04/05/2026 6h41

gasolina etanol 11.7. fiscalização de postos de combustíveis. foto geovana albuquerque agência brasília

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

As emissões de metano – um gás de efeito estufa – procedentes de combustíveis fósseis permanecem “em níveis muito elevados”, alertou nesta segunda-feira (4) a Agência Internacional de Energia (AIE).

Em 2025, a produção recorde do setor dos combustíveis fósseis (petróleo, carvão, gás) foi responsável por 35% das emissões de metano procedentes da atividade humana, ou seja, 124 milhões de toneladas (Mt), segundo os cálculos da AIE.

A agência apresentou o relatório anual “Global Methane Tracker” nesta segunda-feira, antes de uma reunião internacional em Paris, organizada no âmbito da presidência francesa do G7.

Com um leve aumento na comparação com 2024 (121 Mt), as emissões “permanecem em níveis muito elevados”, próximos do recorde de 2019, dominadas pelo setor petrolífero (45 Mt), à frente do carvão (43 Mt) e do gás (36 Mt).

“Não há sinal de que as emissões mundiais de metano relacionadas ao setor de energia tenham diminuído”, destaca a AIE.

O metano, inodoro e invisível, é o principal componente do gás natural e procede geralmente de gasodutos, do gado e de aterros sanitários.

Quase 580 milhões de toneladas de metano são emitidas a cada ano no planeta, 60% delas procedentes de atividade humana, em particular agricultura e energia.

Com um potencial de aquecimento muito maior do que o do CO2, o metano é responsável por quase 30% do aumento da temperatura média mundial desde a revolução industrial. Mas, devido ao ciclo de vida mais curto, reduzir as emissões de metano representaria “benefícios climáticos significativos a curto prazo”, ressaltou a AIE.

Na indústria do petróleo e gás, o metano escapa por meio de vazamentos nos equipamentos ou durante as operações de desgaseificação ou queima.

Contudo, existem soluções comprovadas que permitiriam evitar quase 30% das emissões procedentes de atividades relacionadas com os combustíveis fósseis, “sem qualquer custo”, já que o gás capturado poderia ser revendido.

Segundo a AIE, a recuperação do gás não utilizado ajudaria a reforçar o fornecimento de energia, atualmente prejudicado pela guerra no Oriente Médio, com o abastecimento aos mercados de 200 bilhões de metros cúbicos de gás por ano, incluindo 15 bilhões a curto prazo.

Os 200 bilhões de metros cúbicos representam o dobro do gás que transita anualmente pelo Estreito de Ormuz, bloqueado desde o início da guerra.

AFP

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