“Três tripulantes morreram em circunstâncias que desconhecemos”, disse Mwangura à Agência Efe, acrescentando que “não se sabe ainda se foi pago um resgate pela libertação do navio”.
A embarcação grega “Action” foi seqüestrada em 11 de outubro em águas do Golfo de Áden, quando viajava do Sudeste Asiático para o Canal de Suez com 20 tripulantes a bordo – 17 georgianos e 3 paquistaneses.
Após ser libertada ontem à noite, a embarcação, de propriedade grega e bandeira panamenha, “dirige-se a águas seguras”, esclareceu Mwangura.
Este é o segundo navio grego libertado nos últimos dias, depois que, em 28 de novembro, outra embarcação dessa nacionalidade – com bandeira maltesa – ficou livre após mais de dois meses de seqüestro.
Naquela ocasião, os 25 membros da tripulação, de nacionalidade filipina, encontravam-se “em bom estado”.
A intensa atividade dos piratas no litoral somali levou na quarta-feira passada à realização de uma conferência internacional sobre pirataria em Nairóbi, com a presença de 42 delegações de especialistas de todo o mundo convidados pela agência da ONU para a Somália (Unpos).
Entre outras conclusões, os participantes destacaram a necessidade de criar “um marco legal, ter políticas comuns e reforçar a vigilância marítima”, além de promover o aumento de penas para os detidos acusados de pirataria. EFE