A Ocha fez hoje um apelo internacional para ajudar os desabrigados vítimas do terremoto que atingiu o Peru no dia 15 de agosto. Para conseguir o dinheiro o mais rapidamente possível, a Ocha convocou hoje mesmo uma reunião de embaixadores em Genebra, na qual, segundo Ponce, “todos demonstraram uma grande solidariedade” e se comprometeram a ajudar o Peru.
No entanto, o embaixador não mencionou nenhuma doação específica anunciada hoje por algum país, já que, segundo ele “ainda devem estudá-la junto a suas próprias chancelarias”. Dos US$ 37 milhões solicitados é preciso diminuir os US$ 9,6 milhões já fornecidos pelo Fundo Central de Resposta a Situações de Emergência (Cerf).
Enquanto isso, dos US$ 27,4 milhões ainda necessários, US$ 592 mil serão destinados à coordenação, US$ 2,6 milhões à ajuda imediata, US$ 4,8 milhões à educação, US$ 3,8 a empregos de urgência e US$ 787 mil aos serviços de telecomunicações.
Outros US$ 10 milhões serão para a compra de alimentos, mais de US$ 1 milhão para a saúde, US$ 790 mil para a proteção especial dos menores, US$ 126 mil para a segurança, US$ 580 mil para abrigos e acampamentos e quase US$ 1,5 milhão para água e saneamento.
O terremoto de 7,9 graus na escala Richter deixou 519 mortos, milhares de feridos e 71.322 famílias ficaram desabrigadas ou desalojadas, principalmente nas cidades de Pisco, Ica, Chincha e Cañete, ao sul de Lima.