“Parece que o regime de fato não tem nenhuma disposição de negociar”, disse o embaixador durante o conselho extraordinário na OEA.
“No diálogo que houve há algumas semanas não se mostrou claramente qual é a verdadeira disposição dos dirigentes do regime de fato”, disse o embaixador.
Para ele, “a cada minuto introduziam um ponto novo, uma condição nova, porque para eles tanto faz que a OEA tenha suspendido o Estado hondurenho”.
“Estaríamos nos enganando se pensássemos que podemos estabelecer um diálogo com essas pessoas”, disse o representante brasileiro, que considerou que a declaração do estado de emergência por parte do Governo hondurenho “é uma prova inequívoca da disposição de não dialogar”
“Querem manter um regime mais fechado e autoritário”, considerou o diplomata brasileiro, para que, a única coisa que procura o Governo de fato é “permanecer” no poder ignorando as advertências da comunidade internacional, o que considerou uma “tática suicida”.
Na sua opinião, “chegou o momento de avançar e de dar um passo adiante na defesa de sua missão diplomática” e por isso o Brasil pediu que seja convocada a reunião do Conselho de Segurança da ONU.
“Não tenho dúvida de que existem as condições para dizer que há uma ameaça à paz internacional e nesse contexto a comunidade internacional deve responder de maneira inequívoca, de forma absolutamente taxativa”, afirmou.
O embaixador negou que o Brasil tenha estado por trás da entrada de Manuel Zelaya em Honduras. “Isso é uma grande mentira”, assegurou.
Segundo ele, Zelaya se apresentou na embaixada do Brasil pedindo para ser recebido. “A reação de nosso Governo ao pedido de um presidente é dar asilo a ele e não podíamos ter feito nenhuma outra escolha”, completou.
Casaes e Silva assinalou que a situação é “grave” e advertiu que pode se tornar “dramática”. Por isso, explicou, o Brasil fez um pedido ao Conselho de Segurança da ONU para que convoque uma reunião que se dedique a tratar a situação da segurança da embaixada.