“Ninguém ou quase ninguém aceita a mensagem das Farc. E se não há apoio da comunidade colombiana, eventualmente as Farc têm que desaparecer”, disse o diplomata em entrevista à edição digital do jornal “El Tiempo”.
Brownfield acrescentou que o fim das Farc pode ser através de um “processo negociado, por um processo gradual militar, ou por sua atomização, ou seja, sua divisão em grupos criminosos”, informou.
O embaixador manifestou seu otimismo porque cedo ou tarde o país se verá livre das Farc, mas esclareceu: “Não tenho bola de cristal para dizer como este drama terminará, mas posso dizer que sou mais otimista hoje que há dez anos com que a Colômbia vai ver a conclusão do drama das Farc”.
Ele também qualificou isso como uma “boa notícia para a Colômbia”, e recomendou baixar o tom “belicista” em que se mantêm as relações diplomáticas entre Colômbia com Equador e Venezuela.
Brownfield reiterou que os Estados Unidos operarão a partir de pelo menos sete bases colombianas apenas para combater o tráfico de drogas e o terrorismo, e não para agredir os países vizinhos.
Em entrevista ao jornal econômico “La República”, Brownfield expressou seu otimismo quanto a que o Tratado de Livre-Comércio (TLC), assinado entre as duas nações, pode, inclusive, ser aprovado no Congresso dos Estados Unidos antes do fim do ano.
Ele admitiu que os temas relacionados com a proteção a sindicalistas e os direitos humanos fazem com que o tratado não avance rapidamente em sua aprovação.