O embaixador americano no Iraque, information pills Ryan Crocker, afirmou hoje que o Governo do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, não está tentando estabelecer bases permanentes no país árabe, quando acabar a missão internacional da ONU, no final de 2008.
O embaixador rejeitou que os acordos legais e militares que estão sendo discutidos com o Governo do Iraque atualmente para um possível prolongamento da missão americana no país sejam uma minuta para assegurar a presença militar permanente dos Estados Unidos.
Crocker afirmou à imprensa no Departamento de Estado americano que a presença do país no Iraque “não será para sempre”.
Nos últimos meses, o candidato republicano à Casa Branca, John McCain, foi criticado pelos democratas por ter assegurado que os Estados Unidos permaneceriam no Iraque “por 100 anos”, mas o senador corrigiu posteriormente e disse que se referia a um “cenário pós-guerra, não a continuar a guerra por 100 anos”.
As tropas americanas se encontram na região sob ordens da ONU em uma missão internacional que expira em 31 de dezembro deste ano. Por isso, a Administração Bush negocia com Bagdá uma possível extensão de sua missão.
As negociações estão sendo intensas, principalmente em relação ao tempo em que permanecerão no Iraque as bases, o controle do espaço aéreo e o status dos terceirizados civis e das empresas privadas de segurança como a Blackwater, que esteve envolvida no massacre de 17 civis em setembro do ano passado.
O embaixador americano explicou que a intenção do Governo é que haja um acordo até o final de julho que, disse, será tornado público e não terá segredos, e “serão acordos que respeitem a soberania iraquiana”.
“O Iraque de meados de 2008 está muito melhor em termos de capacidade que o de um ano antes, e esperamos que o Iraque de 2009 seja muito melhor, que tenha capacidade para manter sua própria segurança e não precise de apoio exterior”, disse Crocker.
“Isto é o que os iraquianos querem e o que nós queremos”, acrescentou.
Quanto à suposta ingerência do Irã, Crocker afirmou que “está claro que os iranianos estão fornecendo armas às milícias e financiamento”, mas ressaltou que os iranianos “têm que prestar atenção e perceber que os iraquianos querem a estabilidade da região”.