Com cartazes que diziam “América Latina com Honduras” e “Gracias Brasil” (“Obrigado Brasil”), os manifestantes expressaram seu respaldo a Zelaya, que “resiste aos golpistas apoiado na heroica determinação do povo hondurenho e com o refúgio oferecido pelo Governo brasileiro”, disseram as organizações em comunicado.
“Os setores populares querem força não apenas para condenar o golpe de Estado, mas para defender a democracia. É importante demonstrar nosso repúdio ao que está acontecendo”, disse o deputado governista Edgardo Depetri, durante a mobilização na qual os ativistas entregaram à embaixada brasileira uma carta de agradecimento ao Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A Associação Mães da Praça de Maio demonstrou sua solidariedade hoje com o povo hondurenho e com Zelaya pela “heroica resistência que levam adiante em defesa da democracia e da liberdade, e frente à brutal repressão dos golpistas”, disse a entidade humanitária argentina em comunicado.
O deputado governista Ruperto Godoy, que preside a Comissão de Relações Exteriores da câmara baixa argentina, manifestou seu “mais profundo repúdio à repressão ordenada pelo Governo de Roberto Micheletti contra os seguidores que apoiam o retorno de Zelaya”.
Manuel Zelaya está na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, que está cercada por centenas de policiais e militares, desde que retornou de surpresa a Honduras na última segunda-feira.
O líder hondurenho foi detido e expulso do país em 28 de junho. No mesmo dia, o Congresso do país nomeou seu então presidente, Roberto Micheletti, como o novo chefe de Estado.