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Em novo recuo, governo Trump diz que agentes de imigração vão usar câmeras

A medida foi anunciada pela secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e vale “imediatamente” para agentes de campo em Minneapolis

Redação Jornal de Brasília

02/02/2026 20h15

us immigration officer shoots venezuelan man in minneapolis

Foto por OCTAVIO JONES / AFP

VICTOR LACOMBE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Em novo recuo depois que agentes federais mataram duas pessoas em menos de um mês em Minneapolis, o governo Donald Trump disse nesta segunda-feira (2) que todos os membros do ICE, o serviço de imigração americano, e do CBP, a agência de fronteiras dos Estados Unidos, vão passar a usar câmeras corporais.


A medida foi anunciada pela secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e vale “imediatamente” para agentes de campo em Minneapolis, cidade onde o ICE e o CBP mataram Renee Good, no dia 7, e Alex Pretti, no dia 24, respectivamente.


De acordo com Noem, todos os agentes federais de imigração dos EUA vão ser equipados com as câmeras “à medida que o financiamento for disponibilizado”. “Esse é o governo mais transparente da história americana -obrigado, presidente Trump”, concluiu Noem em publicação no X.


O uso de câmeras corporais, que gravam interações de agentes de segurança durante operações, era uma das exigências feitas pela liderança do Partido Democrata na disputa orçamentária que ameaça paralisar o funcionamento do Departamento de Segurança Interna (DHS).


Trump, que tem maioria de apenas três assentos no Senado e dois na Câmara dos Representantes, trava um conflito acirrado com a oposição no Congresso para conseguir manter o governo federal funcionando. Depois de um acordo com senadores democratas na sexta (30), um pacote orçamentário foi aprovado que libera recursos para o governo até setembro de 2026 -com exceção do DHS, que foi separado da lei principal e receberá financiamento por apenas duas semanas.


Com isso, os democratas esperam conseguir negociar mais medidas para “conter o ICE”, nas palavras do líder da minoria no Senado, Chuck Schumer.

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