Divididos em sua conturbada pátria, drugs more about peregrinos iraquianos que realizaram a arriscada viagem até Meca para o haj desta semana estão unidos em suas orações por paz, remedy por estabilidade e pelos entes queridos que se foram.
"Que outra motivação eu teria senão rezar pela unidade do nosso país? Só a unidade pode trazer de volta a segurança", disse Zohra Um Mohammed. "Rezamos para que os norte-americanos saiam. Foram eles que nos dividiram", acrescentou o contabilista, de 54 anos, que enfrentou cinco dias em estradas perigosas desde a antiga cidade iraquiana de Babel até Meca, o local mais sagrado do Islã.
Pelo menos 2 milhões de muçulmanos, de dezenas de seitas e cerca de 160 países, começam na sexta-feira o exaustivo ritual de cinco dias que todo muçulmano que tenha condições deve cumprir pelo menos uma vez na vida.
Este haj acontece num momento em que sunitas e xiitas, os dois principais ramos do Islã, estão à beira de uma guerra civil no Iraque. A violência sectária, que nunca foi tão intensa, mata cerca de 100 iraquianos por dia.
A tensão entre xiitas e sunitas também é grande no Líbano, e o temor de que os confrontos sectários tomem conta da peregrinação em Meca se somam ao medo já existente de que a Al Qaeda cometa atentados.
Questionado sobre como seria um encontro com iraquianos de outras seitas, o funcionário público Kadhim Manwar Al-Adhari, um funcionário público de 52 anos, minimizou o problema. "Sou de Amara, onde vivem xiitas e sunitas. Sunitas são casados com xiitas", afirmou.
Os muçulmanos começam a chegar a Meca para a peregrinação no final do mês do ramadã, que marca o início de um trimestre no qual o Islã proíbe qualquer tipo de derramamento de sangue. Até matar uma mosca dentro de Meca é motivo suficiente para anular o haj de um peregrino.
Para muitos iraquianos, a peregrinação é um momento de refletir e rezar pelo país. "Que pena. Precisamos rezar pelo Iraque, vocês precisam rezar conosco por nossa pátria", disse Ruqaya, 45 anos, com os olhos marejados ao lembrar do estado em que está a sua Bagdá.
A caminho da Grande Mesquita de Meca, Ruqaya e o marido, Jabbar Abu Tariq, disseram que vão orar por dezenas de parentes, vizinhos e amigos mortos pela onda de violência que tomou conta da capital desde a invasão norte-americana de 2003.
"Sofremos tanta dor que Satã joga com a cabeça de alguns de nós e os faz começar a questionar a coisa mais importante na vida, a fé em Alá", disse Abu Tariq. "Por isso viemos aqui, para renovar nossa fé em Alá, para rezar pelos falecidos, e para rezar pela paz e estabilidade para os iraquianos", disse o funcionário público aposentado.
Questionado se é xiita ou sunita, Abu Tariq respondeu: "Somos muçulmanos".