Gates divulgou este dado aos representantes dos 26 países da Aliança Atlântica durante o Conselho de Ministros da Defesa realizado entre quinta-feira e hoje em Bruxelas. Um total de 18 soldados da coalizão, 13 deles americanos, morreu em maio no Afeganistão, enquanto 16 perderam a vida em território iraquiano, dos quais 14 eram dos EUA. “Disse a eles que minhas expectativas são simples: espero decisões e ações governamentais que correspondam à retórica oficial”, explicou Gates em coletiva de imprensa. Os comandantes no terreno da Força Internacional de Assistência à Segurança no Afeganistão (Isaf, sob comando da Otan), da qual participam 52.700 soldados de 40 nacionalidades, se queixaram freqüentemente de que não têm recursos materiais e humanos suficientes para vencer a insurgência talibã. Além do número de tropas, a Otan se queixa de que nem todos os aliados estão dispostos a ir às áreas mais perigosas e impõem restrições à movimentação de seus soldados. Assim, Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Holanda, que atuam nas regiões mais perigosas do país asiático, o sul e o leste, exigem mais ajuda de Espanha, França, Alemanha e Itália, que protegem em especial o norte e o oeste. O Governo francês de Nicolas Sarkozy já comprometeu um batalhão de 700 soldados que substitua os americanos no leste para que estes apóiem os canadenses em Kandahar, com o que os soldados franceses alcançarão os 2.400. Os italianos (2.350 soldados) e os alemães (3.370) também falaram sobre a possibilidade de aumentar sua presença no país asiático. Este esforço militar complementará o compromisso contraído na quinta pela comunidade internacional, em uma conferência de doadores em Paris, de ajudar ao Afeganistão com US$ 21,416 bilhões. Mas, pelo lado afegão, também será necessário um esforço para combater de forma mais eficaz a corrupção e o tráfico de drogas, de acordo com a Otan.
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