O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, enviou nesta terça-feira uma carta à Assembleia Geral da ONU na qual condena os Estados Unidos e a Otan por sua atuação militar na Líbia.
O líder venezuelano reprovou a ocupação, que agora deve se estender à Síria, por julgá-la “imperialista”. A carta do governante foi lida no plenário da organização pelo chanceler do país, Nicolás Maduro.
No documento, Chávez pede a refundação da ONU como uma entidade capaz de atender às demandas de todos os seus integrantes. O presidente argumentou que desde 1945 as guerras se multiplicaram, e a instituição “aprovou, às vezes por ação, outras por omissão, as mais impiedosas injustiças”.
Já os Estados Unidos, segundo ele, são um país que “povoa o mundo com bases militares e que desencadeou guerras, violando a soberania das nações”.
“Por que a ONU não faz nada para deter Washington, que se elegeu juiz do mundo”, questionou em sua carta o mandatário venezuelano.
Chávez lembrou que a organização reconheceu o Conselho Nacional de Transição (CNT) da Líbia, mas não fez o mesmo em relação ao estado palestino, apesar do respaldo da maioria dos membros da ONU.
O líder condenou uma intervenção na Síria e expressou sua solidariedade ao presidente do país árabe, Bashar Al Assad. Além disso, classificou de vergonhoso o embargo americano a Cuba.