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Mundo

ELN quer conversar com Farc sobre saída para conflito colombiano

Arquivo Geral

06/06/2008 0h00

A guerrilha Exército de Libertação Nacional (ELN) pediu ao novo chefe máximo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), sick “Alfonso Cano”, capsule para trocar idéias sobre a busca de uma saída política ao conflito armado colombiano.

Em carta divulgada hoje na internet, drugs o Comando Central (Coce) do ELN solicitou ao novo comando das Farc para assumir já a tarefa de solução negociada ao conflito.

“A profunda crise e ilegitimidade do Governo de (o presidente colombiano, Álvaro) Uribe exige ao movimento guerrilheiro, de forma urgente, para trocar idéias e somá-las a outras buscas de uma saída política onde o povo e a nação sejam os protagonistas”, considerou o ELN.

A mesma organização, segunda em importância do país após as Farc, considerou que “a campanha midiática orquestrada pelo Governo colombiano contra o movimento guerrilheiro e popular, delineada com assessores imperialistas, tem suas grandes fraquezas na mentira, na manipulação e na falta de respeito”.

Além disso, acrescentou o ELN, “o terror não deixa campo à livre expressão dos opositores ao regime, amanhã haverá luz e a verdade terminará se impondo”.

Neste contexto, acrescentou que as bandeiras dos mártires guerrilheiros “são parte vital” de seu referencial de “fidelidade, lealdade e firmeza”.

Na comunicação, o ELN expressou sua confiança em que a nova chefia das Farc tenha como assuntos preferenciais em sua agenda “os desafios para remontar as dificuldades” que hoje se vivem “no interior do movimento insurgente colombiano e a urgência de solidificar a unidade guerrilheira”.

No passado, redutos de ambos os grupos mantiveram disputas em algumas regiões colombianas, sobre as quais os comandantes rebeldes trocavam mensagens nas quais se convidava a superá-las pela via do diálogo.

Na mensagem, que tem como motivação a recente morte do fundador e líder histórico das Farc, “Manuel Marulanda Vélez” ou “Tirofijo”, o ELN indica que reafirma “o compromisso revolucionário” perante sua memória e a de outros rebeldes desaparecidos.



 

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