As eleições legislativas antecipadas na Itália acontecerão em 13 e 14 de abril, online informou hoje o ministro dos Transportes italiano, web Alessandro Bianchi. A data das eleições foi fixada pelo Conselho de Ministros que se reuniu pouco depois de o chefe de Estado, treat Giorgio Napolitano, anunciar a dissolução do Parlamento.
Napolitano se reuniu com o primeiro-ministro interino, Romano Prodi, esta manhã, que assinou o decreto de dissolução do Senado e da Câmara dos Deputados junto com o chefe de Estado.
“A dissolução das câmaras é uma decisão obrigada. Não havia as condições para prosseguir”, disse Napolitano, em relação ao fracasso para conseguir um consenso antes das eleições antecipadas para reformar a lei eleitoral.
No entanto, Napolitano reconheceu que tinha tomado a decisão com “pesar” e “convencido de que eleições tão fortemente antecipadas são uma anomalia em relação à normal sucessão das legislaturas parlamentares, e não sem conseqüências sobre a governabilidade do país”.
Por esse motivo, destacou a necessidade de “continuar o diálogo” sobre as reformas que a Itália precisa.
Pouco depois, Prodi anunciou em entrevista coletiva que não voltaria a se apresentar como candidato nessas eleições.
“Espero que minha decisão contribua para serenar os espíritos” e que isso sirva para “uma campanha serena e pacífica”, disse Prodi, que teve que abandonar o Governo em 24 de janeiro, depois de perder uma moção de confiança no Senado.
Prodi disse que, no entanto, continuará no Partido Democrático e que apoiará o líder da formação, o atual prefeito de Roma, Walter Veltroni.