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ElBaradei pede agilidade ao Irã em resposta a oferta nuclear

Arquivo Geral

02/11/2009 0h00

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed ElBaradei, pediu hoje ao Irã que responda o mais rápido possível à proposta da comunidade internacional feita para diminuir a preocupação que suas aspirações atômicas despertam.

“Peço ao Irã que responda o mais rápido possível à minha recente proposta baseada na iniciativa de Estados Unidos, Rússia e França, que pretende envolver o Irã em uma série de medidas que podem fomentar confiança”, disse ElBaradei na Assembleia Geral das Nações Unidas.

A minuta apresentada pela AIEA propõe que o Irã envie à Rússia urânio enriquecido a 3,5% na usina de Natanz, para que os russos o enriqueçam até 19,75%, nível que Teerã precisa para seu reator de pesquisa para fins médicos, e para o qual tem reservas para um ano mais.

Além disso, a França se encarregaria de aglutinar e encapsular o urânio em barras de combustível, antes de devolvê-lo a Teerã.

Na apresentação de seu último relatório na Assembleia Geral da ONU antes de deixar seu posto, ElBaradei assegurou que as negociações sobre o futuro do programa nuclear do Irã se encontram em um momento “único” e “fugaz”, que “não deve se perder”.

Embora a AIEA já tenha “um melhor entendimento” das ambições iranianas, “ainda estão pendentes de esclarecimento diversas perguntas e questões sobre a natureza do programa”, acrescentou El Baradei, sobre as dúvidas que as pretensões do Irã seguem despertando em matéria nuclear.

A comunidade internacional teme que o país na realidade queira fabricar uma arma nuclear, apesar de o Governo de Teerã insistir em que suas ambições são totalmente pacíficas.

Para o principal responsável da ONU em questões nucleares, “o Irã responder às expectativas da comunidade internacional sobre suas futuras intenções é principalmente uma questão de confiança, que só pode se conquistada através do diálogo”.

“As questões em jogo seguem sendo as garantias mútuas entre as partes. A confiança é um processo gradual que exige concentração no panorama geral, além de estar disposto a assumir riscos pela paz”, acrescentou ElBaradei, que deixará a AIEA neste mês após 12 anos no cargo.

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