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El Mencho mantinha hospital próprio para tratamento renal, diz jornal

A morte de El Mencho desencadeou uma onda de violência no México, com bloqueios, incêndios e suspensão de aulas em vários estados

Redação Jornal de Brasília

23/02/2026 17h25

el mencho

Foto: Reprodução/ Redes Sociais

UOL/FOLHAPRESS

O narcotraficante El Mencho, morto ontem em uma operação militar no México, mantinha um hospital próprio para tratar uma insuficiência renal que enfrentava desde 2019, segundo o jornal mexicano “El Universal”.

Nemesio Oseguera Cervantes construiu um hospital de uso exclusivo no México. A existência da unidade particular de saúde foi revelada pelo jornal mexicano ontem.

Ele utilizava um hospital próprio por medo de se afastar da sua equipe de segurança e ser preso. A unidade médica foi construída em um vilarejo de domínio de El Mencho —ela ficava em uma área de selva a 250 km de Guadalajara, na cidade de Villa Purificación.

Hospital também era utilizado pela equipe de segurança do narcotraficante e por moradores do vilarejo, segundo o jornal. De acordo com as investigações, seguranças, familiares e moradores acessavam o serviço.

Mencho fazia tratamento de uma doença renal. Por causa do problema de saúde ele não podia se deslocar em grandes distâncias dentro do país.

A morte de El Mencho desencadeou uma onda de violência no México, com bloqueios, incêndios e suspensão de aulas em vários estados. Ele morreu ontem em uma operação militar no estado de Jalisco, enquanto era escoltado para um avião que o levaria à Cidade do México para tratamento de saúde.

O Exército mexicano afirmou que seus soldados foram recebidos a tiros e revidaram, matando El Mencho e outros membros do CJNG (Cartel Jalisco Nova Geração). O ministro da Defesa mexicano, Ricardo Trevilla, disse hoje que as ações que levaram à captura e morte do líder do cartel vieram de uma parceira romântica do chefe do crime, segundo a agência de notícias Reuters.

A operação teve apoio de uma nova força-tarefa dos Estados Unidos, criada para mapear cartéis na fronteira entre os dois países. O governo americano oferecia recompensa de US$ 15 milhões (o equivalente a R$ 77 milhões) por informações que levassem ao traficante.

O episódio representa o maior golpe contra o crime organizado no México desde a prisão de El Chapo. O governo mexicano ativou o “código vermelho” para proteger a população e conter a violência, mas a situação segue instável em diversas cidades.

Considerado o narcotraficante mais procurado do México e dos Estados Unidos. Ele nasceu em Michoacán e começou no tráfico ainda jovem, após passagem pelos EUA e pela polícia mexicana.

É um dos fundadores do CNJG. A organização é uma das mais violentas e poderosas do país, atuando no tráfico internacional de drogas, roubo de combustível e tráfico de pessoas.

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