Segundo fontes da delegação egípcia que participa da cúpula de Damasco, Mubarak, um dos grandes ausentes da reunião, divulgou a mensagem através de seu representante, o ministro de Estado para Assuntos Legais, Mufid Shihab.
Com este aviso, o Egito volta a acusar implicitamente a Síria como a principal responsável da crise no Líbano, onde a Presidência está vacante desde novembro passado.
“Esperávamos que antes da cúpula se resolvesse a crise política libanesa, que ameaça a segurança e a estabilidade do Líbano e seu direito soberano de praticar suas políticas”, disse Mubarak em sua mensagem.
Shihab disse aos jornalistas que Mubarak tentou “até o último momento” estar na reunião de Damasco, mas que o fato de que “não foi possível um consenso entre os libaneses, impediu sua participação”.
Em uma tentativa de desmentir a evidente frieza entre Egito e Síria, Shihab assegurou que “as relações entre ambos os países desfrutam de boa saúde como sempre” e que ele se reuniu “em um ambiente tranqüilo” com seus interlocutores sírios em Damasco.
A cúpula de Damasco, que termina hoje, começou ontem com a presença de 11 chefes de Estado, a ausência completa do Líbano e a representação “fraca” de dez países, que preferiram enviar delegações de baixo nível.