Com uma história que remonta a 8 mil anos antes de Cristo, o Egito mistura o antigo e o moderno em espaços mínimos. Cairo, a capital, é a prova real disso: o trânsito é caótico, barulhento e poluído, ao mesmo tempo em que mulheres vestidas no máximo rigor, estabelecido pelos padrões muçulmanos, caminham sem pressa. A economia do país se baseia nos produtos agrícolas, exportação de petróleo e carvão, além de turismo.
Nos últimos anos, o governo egípcio atua para incrementar a economia interna, preparando-a para o século 21 por meio de reformas e investimentos nas áreas de comunicação e infraestrutura. Para analistas, os esforços do governo esbarram na acentuada diferença na distribuição de renda da população. Os setores mais pobres reclamam dos elevados preços dos produtos básicos.
Politicamente, o atual presidente Hosni Mubarak tenta manter uma atuação mais moderada. Em 1979, houve um acordo de paz entre o Egito e Israel que levou ao isolamento do país muçulmano no chamado mundo árabe. Os efeitos de parte disso estão no excesso de segurança em todos os lugares públicos: nas entradas de hotéis e shoppings há detectores de metais e homens treinados para vistorias.
Setores do governo e do Parlamento egípcios se dedicam a negociar com grupos como o Fatah e o Hamas, na tentativa de encontrar um acordo que leve à paz na região de Gaza. Os esforços desses setores têm o apoio de segmentos do Líbano, da Jordânia e também da Autoridade Nacional Palestina.
Internamente, o desafio do governo de Mubarak é enfrentar as consequências da crise econômica mundial que começou em 2008. O Egito sofre de déficits em sua balança comercial de transações correntes. A população se queixa do desemprego e das expressivas diferenças econômicas.