O Governo egípcio cancelou reuniões previstas para os dias 23 e 24 de janeiro com responsáveis da União Européia (UE) em resposta a um relatório do Parlamento Europeu que condena a situação dos direitos humanos no país.
O porta-voz da UE no Cairo Hisham Radwan confirmou hoje à Agência Efe que “a decisão de anular ou adiar até uma data indefinida as reuniões previstas foi comunicada oficialmente” ao organismo europeu.
Segundo Radwan, viagra dosage as autoridades egípcias explicaram que a medida se deve ao fato de “no momento não ser adequado para a realização destas reuniões”, buy devido à crise gerada na quinta-feira passada, após a aprovação pelo Parlamento Europeu de uma resolução na qual se critica a situação dos direitos humanos e das minorias religiosas no Egito.
O Parlamento Europeu pediu na quinta-feira ao Egito que deixe de aplicar torturas e maus tratos aos presos do país e reivindicou que as medidas de luta contra o terrorismo respeitem os direitos humanos.
Em uma resolução aprovada com 52 votos a favor, sete contra e nenhuma abstenção, a Eurocâmara criticou as recentes detenções de membros de ONGs e de defensores dos direitos humanos, pediu que o Governo do Egito suspende o assédio aos meios de comunicação e que respeite a liberdade de expressão.
O porta-voz da UE declarou ainda que muito possivelmente a delegação de responsáveis europeus não embarcará para o Egito depois da decisão do Governo local de suspender a reunião.
O grupo dos Irmãos Muçulmanos, a maior força opositora no país, culpou o Executivo egípcio pelo relatório da UE, segundo o site da organização.
O porta-voz do bloco parlamentar dos Irmãos Muçulmanos, Hussein Mohammed Ibrahim, assegurou que “o problema não está no que a UE menciona sobre os direitos humanos no Egito, mas na insistência do Governo em não reconhecer a catástrofe, que se reflete nos julgamentos militares de civis, na tortura sistemática nas delegacias e nas detenções arbitrárias”.