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Economia europeia deixa recessão depois de mais de 1 ano

Arquivo Geral

13/11/2009 0h00


Após cinco trimestres consecutivos imersa na recessão, a economia europeia voltou a crescer entre julho e setembro impulsionada pela recuperação de países como Alemanha, França e Itália.

No terceiro trimestre do ano, o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 0,4% em relação aos três meses anteriores, enquanto o da União Europeia (UE) avançou 0,2%, segundo os primeiros dados divulgados hoje pelo Eurostat, o escritório de estatísticas do bloco.

Alemanha e França, as dois maiores economias do euro, confirmaram sua recuperação ao registrarem o segundo trimestre consecutivo de crescimento.

O PIB francês cresceu 0,3%, enquanto o alemão fechou o terceiro trimestre com uma alta de 0,7% e superou as expectativas de muitos analistas.

Na mesma tendência de França e Alemanha, Itália, Holanda, Bélgica e Áustria voltaram a crescer neste trimestre.

No caso italiano, os dados confirmaram o fim da recessão de mais de um ano com um crescimento de 0,6%, deixando a Espanha como a única grande economia do euro que continua com números negativos, com uma queda de 0,3% em seu PIB.

A leve melhora registrada pela economia espanhola, que anotou a menor queda trimestral desde o começo da recessão, não evita que o país fique claramente atrás da maior parte dos países da zona do euro no processo de recuperação.

Além da Espanha, apenas Grécia (-0,3%) e Chipre (-1,4%) continuam no vermelho entre os países da eurozona para os quais há dados.

A Comissão Europeia, o órgão executivo da UE, comemorou hoje os números positivos do conjunto dos países do euro, mas advertiu que a melhora da economia será “gradual”, como indicou em suas previsões para os próximos meses.

“Saímos da recessão, mas não do impacto da crise”, afirmou a porta-voz de Assuntos Econômicos do Executivo do bloco, Amelia Torres, em declarações à imprensa.

Fora da zona do euro, o Reino Unido continuou com números negativos (-0,4%), mas com dados melhores do que nos três meses anteriores, enquanto Hungria (-1,8 %) e Estônia (-2,8%) registraram as piores quedas trimestrais.

Com uma economia duramente atingida pela crise, a Lituânia deu um giro radical nos últimos meses. Seu PIB cresceu 6% no último trimestre contra uma queda de 7,7% no anterior.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2008, a economia na área da moeda única teve contração de 4,1% entre julho a setembro, enquanto a da UE caiu 4,3% na mesma contraposição de números.

Entre abril e junho, a economia da zona do euro teve queda de 4,9% na comparação com um ano antes. A da UE, por sua vez, se retraiu 4,8% no período.

Por enquanto, todos os países com dados disponíveis apresentaram quedas no PIB em termos anualizados.

Entre as principais economias comunitárias, a Alemanha registrou baixa em relação ao ano anterior de 4,8 % (um ponto percentual a menos do que no trimestre precedente) e a França, de 2,4% (0,5 ponto percentual a menos).

A economia do Reino Unido se contraiu 5,2% em termos anualizados (5,5% nos três meses anteriores); a da Itália, 4,6% (5,9% no trimestre anterior); e a da Espanha, 4% (0,2 ponto percentual a menos).

As piores evoluções anualizadas entre os 27 países da UE são as de Estônia e Lituânia, com quedas em torno dos 15%.

Com os números de hoje, a Europa põe fim oficialmente a sua pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial.

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