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Economia do México se recupera no 2º trimestre devido ao ‘efeito Copa do Mundo’

PIB mexicano cresceu 2,1% na comparação anual e 1,5% frente ao trimestre anterior, impulsionado pelo turismo, construção e recuperação da atividade econômica

Redação Jornal de Brasília

30/07/2026 13h16

Foto: CARL DE SOUZA / AFP

Foto: CARL DE SOUZA / AFP

A economia mexicana se recuperou no segundo trimestre de 2026, impulsionada, segundo especialistas, pelas atividades relacionadas à Copa do Mundo e pelo bom desempenho do setor agrícola.

O PIB da segunda maior economia da América Latina depois do Brasil cresceu 2,1% em um ano, enquanto em relação ao primeiro trimestre expandiu 1,5%, informou nesta quinta-feira (30) o instituto nacional de estatística Inegi.

O valor compara-se com o crescimento de apenas 0,2% anual no primeiro trimestre e é explicado pelo aumento no comércio e na construção antes da Copa do Mundo, que o México sediou juntamente com os Estados Unidos e o Canadá em junho.

“Havia muito mais turistas”, afirmou a presidente Claudia Sheinbaum, que comemorou a “notícia muito boa” do PIB. “A Copa do Mundo foi um sucesso, nas três cidades e em outros locais do país”.

Gabriela Siller, chefe de análises do banco BASE, explicou em relatório aos clientes que “aproximadamente dois terços do crescimento trimestral se deveu ao efeito da Copa do Mundo”.

“O impacto líquido da Copa do Mundo no crescimento econômico do México em 2026 é estimado em 0,17 ponto percentual”, escreveu a especialista. O restante, acrescentou, deve-se a um “efeito de recuperação” após o fraco desempenho do primeiro trimestre.

As atividades primárias, que incluem principalmente o setor agrícola e representam a menor parcela do PIB, registraram um aumento de 7,3%.

As atividades terciárias, que abrangem o vasto setor de serviços, cresceram 2,5%, enquanto as atividades secundárias, incluindo indústria e construção, aumentaram 0,8%.

Em 2025, a economia mexicana cresceu apenas 0,8%, seu nível mais baixo desde a queda de 8,5% em 2020 devido à pandemia do coronavírus.

AFP

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