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Economia da A.Latina contrairá 1,9% em 2009, segundo relatório da Cepal

Arquivo Geral

15/07/2009 0h00

A economia da América Latina e do Caribe vai contrair 1, viagra 40mg 9% este ano e a subida prevista para 2010 será insuficiente para reverter o aumento do desemprego provocado pela crise, see afirmou hoje a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal).

A redução, nurse provocada pela crise financeira gerada pelos países desenvolvidos, fecha um ciclo de seis anos consecutivos de crescimento na região e significará um aumento da taxa de desemprego de 7,4%, registrada em 2008, para 9%, afirmou a Cepal em seu “Estudo Econômico da América Latina e do Caribe 2008-2009”.

Segundo o relatório, divulgado em Santiago, a queda significará, além disso, uma redução em torno de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) por habitante.

A projeção de uma contração de 1,9% supõe uma terceira revisão para baixo pela Cepal desde maio, quando previa uma queda do PIB regional de 0,3% neste ano, que aprofundou em junho para 1,7%.

Após afirmar que a atual crise encontrou a região em uma situação muito melhor em matéria macroeconômica, que outras ocasiões, a Cepal prevê uma recuperação para 2010, com um crescimento regional de 3,1%.

Trata-se, segundo o relatório, “de uma taxa muito moderada” em comparação com anos recentes (6,1% em 2004, 4,9% em 2005, 5,8% em 2006 e 2007 e 4,2% em 2008) e “insuficiente para reverter o aumento do desemprego e a maior informalidade estimados para este ano”.

O relatório afirma que as exportações latino-americanas caíram 30% em valor e 7% em volume no primeiro trimestre do ano, em comparação com o mesmo período de 2008, devido à redução da demanda externa.

As remessas, no entanto, diminuíram entre 5% e 10% do quarto trimestre de 2008 ao primeiro trimestre deste ano, enquanto se espera em 2009 uma redução do investimento estrangeiro direto de 40%.

Tudo isso, “no marco de uma generalizada deterioração das expectativas das famílias e das empresas, que afetou negativamente as decisões de consumo e investimento do setor privado”, advertiu a Cepal.

O organismo espera, além disso, um déficit da conta corrente equivalente a 2,3% do PIB regional, que se compara com o déficit de 0,6% do PIB registrado em 2008, enquanto os termos de troca cairão 10,8% este ano, em comparação com o aumento de 3% em 2008.

“Tudo isto impactou o mercado de trabalho”, ressalta o relatório, que aponta que, do início de 2008 ao primeiro trimestre deste ano, mais de um milhão de pessoas perderam seus empregos em zonas urbanas, o que equivale a um aumento anualizado de 0,6%.

Com o esperado aumento do desemprego de 9%, haverá outros três milhões de desempregados e um aumento do trabalho informal, o que resultará em mais pobreza e dificultará o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, assinala o texto.

Sobre a recuperação, a Cepal destaca a melhor situação em que a crise encontrou os países da região, com menos dívida pública e acumulação de reservas, que permitiu a alguns a aplicarem medidas sociais para mitigar seus efeitos nos setores mais vulneráveis.

No entanto, o relatório alerta sobre a deterioração que essas variáveis apresentaram nos últimos meses, devido a uma queda na receita estimada em 1,8% do PIB, o que dificulta a sustentabilidade e duração das medidas anticrise em muitos países.

Nesse contexto, o relatório prevê que a contração será liderada pelo México, cujo PIB cairá 7%; seguido do Paraguai e Costa Rica (-3%), Honduras (-2,5%), El Salvador (-2%), Chile, Guatemala e Nicarágua (-1%) e Brasil (-0,8%).

Por outro lado, o Panamá e a Bolívia conseguirão crescer a 2,5%, Peru e Haiti (2%), Argentina (1,5%), Cuba, Equador, República Dominicana e Uruguai (1%), Colômbia (0,6%) e Venezuela (0,3%).

A recuperação do próximo ano, no entanto, será liderada pelo Peru, com uma expansão de 5%, seguido da Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Uruguai e Venezuela, que crescerão 3,5%.

O PIB da Argentina, Costa Rica, Cuba e Panamá crescerá 3%, enquanto Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México e Nicarágua crescerão 2,5% e República Dominicana e Haiti 2,0%.

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