Além do homem de 35 anos que faleceu essa manhã vítima de graves ferimentos após receber um tiro no peito, outro manifestante, de 20 anos, morreu como conseqüência dos disparos recebidos durante uma manifestação na localidade de Yuksekova, perto da fronteira da Síria com o Iraque.
Segundo várias emissoras locais informaram hoje, milhares de manifestantes acenderam fogueiras e gritaram palavras de ordem a favor de Abdullah Ocalan, líder do ilegal Partido dos Trabalhadores de Curdistão (PKK) e que está preso.
Os incidentes ocorreram nas cidades de Van, Hakkari, Siirt, Batman, Silopi e Mersin, todas de maioria curda, no sudeste da Turquia.
Os enfrentamentos mais violentos ocorreram em Van, onde 130 pessoas, incluindo o chefe local do pró-curdo Partido da Sociedade Democrática (DTP), foram detidas.
Segundo a rede de notícias “NTV”, 15 policiais e 38 manifestantes ficaram feridos nos choques.
A Polícia atirou para o alto e usou gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes, que jogaram pedras contra os agentes e colocaram barricadas.
As manifestações por ocasião do Newroz na sexta-feira passada tinham a permissão, mas vários grupos curdos, próximos ao DTP, insistiram em celebrar durante todo o fim de semana.
A agência pró-curda “Firat News” informa hoje que cerca de 500 pessoas foram detidas durante as manifestações, que canais turcos definiram como “campos de batalha”.
O dia 21 de março é celebrado no Oriente Médio como o início da primavera, mas os curdos começaram nos anos 80 a comemorar o Newroz como um símbolo de sua resistência contra o Estado turco.