A explosão, que aconteceu pouco antes das 14h (9h de Brasília) nas imediações de um quartel da Guarda Civil no município de Calvía, deixou vários feridos.
Segundo as primeiras investigações, a explosão foi causada por uma bomba colocada embaixo de um carro patrulha e as vítimas fatais são os agentes que estavam dentro do veículo.
As forças de segurança isolaram todo o perímetro do lugar onde ocorreu a explosão.
Uma bomba colocada embaixo do carro foi o método utilizado no último atentado fatal atribuído à organização terrorista ETA, no qual o grupo assassinou o inspetor de Polícia Eduardo Puelles, em Arrigorriaba (Vizcaya), no País Basco, em 19 de junho.
A explosão de hoje é o segundo atentado terrorista em pouco mais de 24 horas, depois da detonação de uma caminhonete-bomba contra o quartel-residência da Guarda Civil em Burgos, atribuída à ETA, que deixou ontem mais de 60 feridos e grandes prejuízos materiais.
As forças de segurança espanholas estavam há uma semana em alerta máximo diante da possibilidade de que ETA cometesse um atentado.
O grupo terrorista roubou na França três caminhonetes, uma das quais podia ser a utilizada no atentado contra o quartel de Burgos.
Os quartéis e residências dos agentes da Guarda Civil espanhola foram um dos principais alvos da ETA, contra os quais cometeu 89 atentados, nos quais 33 pessoas morreram e mais de 290 ficaram feridas.