A advertência foi feita hoje pelas agências de ajuda humanitária, que começaram a distribuir o material de emergência às vítimas nas regiões mais castigadas, no sul do país.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) pediu às autoridades birmanesas que deixem de colocar impedimentos a seu trabalho, e lembrou que nestas situações as crianças são as mais vulneráveis a doenças como a dengue, uma séria ameaça em função da água parada deixada pelo ciclone.
O país também sofre com o risco de possíveis surtos de cólera e diarréia crônica, em razão das águas contaminadas pelos milhares de corpos que estão expostos ao calor e à umidade tropical.
A Junta Militar finalmente autorizou hoje a distribuição de 800 toneladas de arroz que o Programa Mundial de Alimentos da ONU tinha armazenado há dias em Yangun.
No entanto, as agências das Nações Unidas continuam se queixando da lentidão das autoridades birmanesas para tramitar em Bangcoc os vistos de seu pessoal, o que atrasa o auxílio aos desabrigados.