O documento da Conferência Mundial sobre o Racismo da ONU foi aprovado hoje por consenso e será adotado oficialmente na assembleia plenária nas próximas horas.
O documento será aprovado da forma como ficou estabelecido na semana passada após duras negociações, medicine dado que nenhum país presente apresentou objeções ao texto.
A rápida aprovação do documento -um dia após o início da Conferência, que só deve terminar na sexta-feira- é atribuída ao temor de muitos países de que os boicotes e a politização provocassem novas deserções de países e o consequente fracasso do fórum.
O documento foi negociado incessantemente na semana passada para que se chegasse a um texto de compromisso, no qual os países islâmicos cederam em todas suas exigências aos ocidentais e a delegação palestina aceitou eliminar um parágrafo sobre a recente ofensiva israelense em Gaza.
O documento também inclui uma referência ao Holocausto.
Nove países boicotam desde o início a conferência, entre eles Estados Unidos e Israel e quatro da União Europeia (Polônia, Alemanha, Holanda e Itália), alegando que o encontro podia se transformar em um fórum antissemita.
A eles se uniu ontem à noite a República Tcheca -na Presidência rotativa da UE- que abandonou o processo em protesto contra o discurso do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que ontem chamou Israel de “regime racista”.