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Doadores prometem US$ 940 milhões para reconstruir o Líbano

Arquivo Geral

31/08/2006 0h00

Doadores internacionais prometeram mais de US$ 940 milhões imediatos para socorrer o Líbano, patient website like this devastado pela guerra, order disseram hoje os organizadores de uma conferência na capital da Suécia. A quantia total foi quase o dobro da meta inicial.

"Essa quantia soma-se a promessas anteriores, totalizando mais de US$ 1,2 bilhão disponíveis para a recuperação e a reconstrução", disse a declaração final divulgada após a reunião. Segundo o texto, as verbas são tanto para esforços de curto prazo como para a reconstrução de longo prazo.

O governo brasileiro faria uma doação de US$ 500 mil, segundo informou o Ministério das Relações Exteriores. O premiê libanês, Fouad Siniora, disse à conferência que as promessas mostram "que o povo libanês não está sozinho".

A declaração final também pediu a Israel que atenda ao apelo do secretário-geral da ONU, Koffi Annan, para a suspensão do bloqueio aéreo e marítimo contra o Líbano, pressionando também pelo cumprimento da resolução 1701 do Conselho de Segurança.
O governo sueco, que foi o anfitrião da conferênc ia, havia estabelecido a meta de US$ 500 milhões em doações. O Líbano afirma que os 34 dias de guerra entre Israel e o grupo guerrilheiro Hezbollah em seu território provocaram bilhões de dólares em prejuízos a sua infra-estrutura e economia.

"O Líbano, que há sete semanas estava cheio de esperanças, foi devastado pela destruição, pelo desalojamento, pela desapropriação, pelo desolamento e pela morte", disse Siniora a representantes de mais de 60 governos e organizações presentes à reunião.

Os recursos visam ao socorro imediato do Líbano, desde abrigo para aqueles que perderam suas casas até a retirada de explosivos não detonados. O Líbano pretende realizar uma conferência maior, ainda este ano, para arrecadar fundos para a reconstrução de longo prazo.

Estocolmo também sediará uma reunião menor na sexta-feira para discutir as necessidades humanitárias dos territórios palestinos. A conferência aconteceu num momento em que os países ocidentais estavam cada vez mais preocupados com a distribuição de dinheiro pelo Hezbollah às famílias mais atingidas, o que poderia aumentar a popularidade do grupo.

Israel começou a bombardear o Líbano depois que guerrilheiros do Hezbollah sequestraram dois soldados e mataram oito numa operação no dia 12 de julho. Quase 1.200 pessoas morreram no Líbano, a maioria civis, além de 157 israelenses, na maior parte soldados.

Siniora negou que as contribuições possam ir parar nas mãos do Hezbollah. As autoridades libanesas disseram que a prioridade a curto prazo é a construção de 10 mil casas pré-fabricadas. Outra meta é retirar explosivos não detonados, incluindo bombas de fragmentação. "É especialmente desencorajador ver quantas bombas de fragmentação foram usadas nas últimas 72 horas da guerra", disse o coordenador do setor de emergências da ONU, Jan Egeland.

"São bombas não detonadas que estão esperando as crianças voltarem para suas escolas, para hospitais, para suas casas e suas cidades. Não deveria ser assim", disse ele, pedindo ajuda internacional para a remo ção das bombas. O Líbano pretende destinar US$ 52 milhões do total de verbas para os trabalhos de limpeza da costa, que sofreu um derramamento de óleo no mês passado.

 

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