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Doações de Wall Street dão preferência a pré-candidatos democratas

Arquivo Geral

08/02/2008 0h00

As contribuições do setor financeiro de Wall Street aos candidatos presidenciais dos Estados Unidos parecem se inclinar a favor dos democratas, health em detrimento dos republicanos.

Assim revela um relatório elaborado pelo Center for Responsive Politics, recipe disponibilizado hoje, e que assinala que, embora Wall Street costume preferir os republicanos na Presidência dos EUA, desta vez sua aposta é nos democratas.

O documento indica que 56% dos US$ 28,5 milhões em contribuições realizadas em 2007 pelos funcionários do setor financeiro e seus parentes à campanha eleitoral foram para o Partido Democrata, enquanto os republicanos tiveram que conformar-se com 44% do dinheiro.

A senadora democrata por Nova York e ex-primeira-dama dos EUA, Hillary Rodham Clinton, conseguiu arrecadar no ano passado US$ 5,82 milhões do setor financeiro, transformando-se na candidata preferida de Wall Street, seguida de perto por seu rival de partido Barack Obama, com US$ 5,29 milhões em contribuições.

Durante 2007, Clinton conseguiu superar Obama, ao obter uma arrecadação total de fundos de US$ 117,7 milhões, frente aos US$ 102,2 milhões do senador por Illinois.

No entanto, segundo os últimos dados, a senadora teve menos contribuições que Obama durante janeiro, mês em que o senador conseguiu US$ 32 milhões.

Hillary pôs, no início de fevereiro, US$ 5 milhões de seu próprio bolso em sua campanha eleitoral, número que se soma aos US$ 13,5 milhões que a ex-primeira-dama arrecadou em janeiro.

A senadora por Nova York já garantiu US$ 8 milhões desde a chamada “superterça”, em 5 de fevereiro, período em que Obama recebeu doações no valor de US$ 7,2 milhões.

O senador John McCain, o republicano melhor posicionado para chegar à disputa presidencial, conseguiu do setor financeiro nova-iorquino US$ 2,13 milhões.

Os mais generosos em 2007 foram os empregados do banco de investimento Goldman Sachs, que doaram às campanhas dos políticos um total de US$ 1,47 milhão em 2007, dos quais 71% foram para o Partido Democrata.

O relatório revela também que os funcionários do Citigroup, Morgan Stanley, Lehman Brothers e JP Morgan Chase também apostaram mais nos democratas, enquanto os do Merrill Lynch e Credit Suisse foram os únicos em Wall Street que favoreceram mais os republicanos.

No entanto, a crise creditícia fez com que seus empregados reduzissem suas contribuições para ambos os partidos no quarto trimestre.

No primeiro trimestre de 2007, o setor fez doações a todos os candidatos presidenciais no valor de US$ 10 milhões, enquanto nos três últimos meses do ano deu US$ 4,5 milhões.

Os candidatos presidenciais americanos são obrigados por lei a informar ao término de cada trimestre sobre os fundos recolhidos e sua procedência.

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