Um teste de DNA confirmou oficialmente hoje a identidade do servo-bósnio Stojan Zupljanin, click acusado de crimes de guerra pelo Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII) e detido nesta quarta perto de Belgrado.
Esta informação foi dada pela porta-voz do Tribunal de Belgrado, ed Ivana Ramic, que disse que Zupljanin permanecerá detido enquanto continuarem os procedimentos que permitirão sua extradição nos próximos dias para o TPII, com sede em Haia (Holanda).
Zupljanin negou ser a pessoa procurada por crimes de guerra e exigiu um teste de DNA para estabelecer sua identidade.
O TPII acusa Zupljanin, ex-chefe da Polícia local de Banja Luka, de crimes de guerra contra muçulmanos e croatas durante a Guerra da Bósnia (1992-1995). Ele era um dos quatro acusados que o TPII reivindicava à Sérvia.
Há anos, o TPII também pede a Belgrado a captura e entrega dos ex-líderes político e militar servo-bósnios Radovan Karadzic e Ratko Mladic, respectivamente, e do antigo dirigente dos sérvios da Croácia Goran Hadzic.
A detenção de Zupljanin foi realizada pelas forças especiais do Ministério do Interior da Sérvia e dos serviços de segurança em Pancevo, cidade a aproximadamente 25 quilômetros de Belgrado, em um apartamento onde se escondia há um mês.
As autoridades sérvias afirmaram que a captura de Zupljanin é uma amostra da determinação do Governo de cumprir seus compromissos internacionais, principalmente a captura e a entrega ao TPII de todos os foragidos acusados.
A plena cooperação com o TPII é a principal condição para a aproximação da Sérvia à União Européia (UE).
A captura de Zupljanin aconteceu em meio às negociações para a formação do novo Governo, depois das eleições de 11 de maio, cujo resultado confirmou uma divisão no país entre pró-europeus e nacionalistas.