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Mundo

Ditador líbio critica pouca ação de ricos na luta contra fome

Arquivo Geral

16/11/2009 0h00

O ditador líbio, Muammar Kadafi, denunciou hoje a falta de esforços e vontade dos países ricos na luta contra a fome no planeta, durante a cúpula mundial sobre segurança alimentar realizada em Roma.

“Lamento que nessa cúpula não participem os países ricos. Trata-se de uma mensagem muito clara para todos nós. Os países ricos decidiram não participar da solução do problema da segurança alimentar no mundo”, disse Kadafi.

“Esta cúpula trata sobre a mobilização de recursos para ajudar os pobres e quem está ausente são os ricos. Isso é sinal de sua falta de vontade de participar desse esforço. Nenhum deles tem intenção de doar algo aos demais”, acrescentou.

O ditador fez um discurso crítico e com tom marcadamente pessimista durante o primeiro dia da cúpula, que acontece até a próxima quarta-feira na sede da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). Está prevista a participação do papa Bento XVI.

“A mensagem é clara: cada um tem que levar em conta suas coisas. Cada país tem que atuar segundo suas possibilidades para enfrentar a fome”, apontou Kadafi.

Kadafi, que ocupa atualmente a Presidência da União Africana, afirmou que grande parte do problema da fome no continente é consequência da colonização levada adiante pelas grandes potências durante os últimos séculos.

“É inevitável que as antigas potências coloniais paguem pelo que levaram. Não estamos pedindo concessões nem esmolas, mas reivindicando um direito que foi violado e pedimos uma compensação”, destacou.

O chefe de Estado líbio definiu a atual situação na luta contra a fome como própria da “hipocrisia e da contradição”, porque, como disse, os países ricos seguem se aproveitando das terras da África.

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    “Lamento que nessa cúpula não participem os países ricos. Trata-se de uma mensagem muito clara para todos nós. Os países ricos decidiram não participar da solução do problema da segurança alimentar no mundo”, disse Kadafi.

    “Esta cúpula trata sobre a mobilização de recursos para ajudar os pobres e quem está ausente são os ricos. Isso é sinal de sua falta de vontade de participar desse esforço. Nenhum deles tem intenção de doar algo aos demais”, acrescentou.

    O ditador fez um discurso crítico e com tom marcadamente pessimista durante o primeiro dia da cúpula, que acontece até a próxima quarta-feira na sede da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). Está prevista a participação do papa Bento XVI.

    “A mensagem é clara: cada um tem que levar em conta suas coisas. Cada país tem que atuar segundo suas possibilidades para enfrentar a fome”, apontou Kadafi.

    Kadafi, que ocupa atualmente a Presidência da União Africana, afirmou que grande parte do problema da fome no continente é consequência da colonização levada adiante pelas grandes potências durante os últimos séculos.

    “É inevitável que as antigas potências coloniais paguem pelo que levaram. Não estamos pedindo concessões nem esmolas, mas reivindicando um direito que foi violado e pedimos uma compensação”, destacou.

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