O dissidente cubano Francisco Chaviano González, pills de 54 anos, mind que saiu hoje em liberdade condicional após cumprir 13 anos de uma sentença de 15, afirmou em entrevista à Efe que planeja ficar em Cuba e retomar sua luta pela defesa dos direitos civis.
Chaviano, professor e presidente do Conselho de Direitos Civis de Cuba, foi detido em 1994, acusado de revelar segredos relativos à segurança do Estado e de falsificar documentos. Por esses crimes, em abril de 1995, ele acabou condenado a 15 anos de prisão por um tribunal militar.
Considerado um dos prisioneiros de consciência mais antigos do mundo, Chaviano foi posto hoje em liberdade condicional após cumprir 13 anos, três meses e três dias de sua condenação.
O ativista disse que tem câncer de pulmão – detectado em 2005 e que se encontra em estágio avançado -, obstrução coronária e cardiopatia isquêmica, problema este que mais lhe preocupa.
A gravidade dessas doenças “pode ter influenciado a libertação”, disse Chaviano, segundo quem, de acordo com as leis cubanas, que permitem uma redução da pena de até dois meses por ano, poderia ter saído da prisão em maio.
Para o dissidente cubano, a prisão de Combinado del Este, na qual cumpriu pena e que fica nos arredores de Havana, é “um inferno”. Nela, ele sofreu agressões dos funcionários várias vezes, passou longas temporadas em isolamento e durante vários anos foi impedido de receber visitas de seus parentes.
Não está nos planos futuros de Chaviano deixar o país. Pelo contrário, o dissidente quer retomar suas atividades a favor dos direitos civis e as pelos desaparecidos no estreito da Flórida.
“Vou ficar em Cuba. Esta prisão foi por eu ter querido ficar em Cuba”, disse na entrevista que deu em sua casa, em Jaimanitas, nos arredores de Havana.
Porém, Chaviano admitiu que pretende viajar aos Estados Unidos para se submeter a exames médicos e, se preciso, operar.
“Quero ir me consultar e operar nos EUA”, mas “não vou embora de Cuba”, frisou.