A presidente do partido Liga Nacional para a Democracia (LND) na cidade birmanesa de Mandalay, viagra Win Mya Mya, medical foi presa na noite de sábado pelas forças de segurança, website like this por ligação com as manifestações que desafiam a ditadura militar no país há mais de um mês.
A irmã da política, Tin Win Yee, disse a rádio “Mizzima” que ela já esperava ser presa e que tinha preparado uma trouxa de roupas para ser levada com assim que a Polícia batesse à porta de sua casa em Mandalay (norte).
Não é a primeira vez que Win Mya Mya, de 58 anos, é presa. Ela foi detida por vários meses em 2001-2002 e 2003-2004.
O regime militar birmanês já prendeu mais de 1.200 pessoas, entre elas mil monges budistas, desde a decretação do toque de recolher e a proibição de reuniões públicas em Yangun e Mandalay, as duas maiores cidades do país, na terça-feira passada.
Entre a noite de quarta e madrugada de quinta-feira, policiais e soldados prenderam o porta-voz da LND, Mynt Thein, e o editor da revista “The Irrawaddy”, da dissidência, Hla Pay, além de 800 monges em operações nos mosteiros de Yangun.
Mynt Thein e Hla Pay eram pessoas de confiança da Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, secretária-geral da LND, o único partido político que resiste à pressão do regime militar.
Desde que impôs as limitações às liberdades civis, a Junta Militar birmanesa tem reprimido manifestações antigovernistas com violência. Soldados cercaram e isolaram os mosteiros e reforçaram a segurança em toda a cidade.
Entre ontem à noite e esta madrugada, 20.000 soldados entraram em Yangun, segundo fontes da dissidência.
As manifestações na Birmânia (que o regime militar pede que seja chamada de “Mianmar”) começaram em 19 de agosto em resposta ao aumento do preço dos combustíveis. Em 17 de setembro, os monges budistas se colocaram à frente dos protestos, após o prazo dado ao Governo para se desculpar com os religiosos por espancar monges nos protestos.
A eles se uniram milhares de pessoas que se chegaram a formar passeatas pacíficas de mais de 300.000 manifestantes em todo o país, dia 24, e mais de 150.000 só em Yangun, dia 25. Nesta data, foram proibidas as reuniões públicas e começou a repressão brutal.
Desde então, pelo menos 16 pessoas morreram, entre elas dois estrangeiros e vários monges, com tiros e cassetetes dos soldados.
A Birmânia é governada pelos militares há 45 anos e não realiza eleições parlamentares desde 1990.