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Dirigente do Fed diz ser cedo para medir efeito da guerra com Irã na inflação dos EUA

Presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, afirma ser cedo para prever impacto na inflação e cortes de juros

Redação Jornal de Brasília

03/03/2026 14h56

Foto: AFP/Getty Images / Kevin Dietsch

Foto: AFP/Getty Images / Kevin Dietsch

O presidente do Federal Reserve (Fed) de Minneapolis, Neel Kashkari, afirmou que ainda é muito cedo para avaliar como a guerra com o Irã poderá afetar a inflação nos Estados Unidos e ressaltou que o impacto do conflito pode ter consequências na política monetária.

Durante evento organizado pela Bloomberg nesta terça-feira, 3, Kashkari pontuou que é preciso “avaliar a magnitude e a duração do choque causado pela guerra com o Irã” antes de qualquer ajuste no rumo dos juros. Kashkari destacou que, antes da crise, via a inflação entre 2,5% e 3% e esperava um corte de juros neste ano, mas que agora não tem certeza sobre a quantidade de reduções.

O dirigente reiterou que a inflação “ainda está muito alta, mas parece estar na direção correta” e que a leitura cheia elevada merece atenção, dada a trajetória recente. “Precisamos, sem sombra de dúvida, atingir nossa meta de inflação de 2%”, afirmou

Kashkari acrescentou que, antes do ataque ao Irã, as metas de inflação e emprego pareciam mais estáveis e observou ainda que “não há muita demanda subjacente por mão de obra”. Sobre comércio exterior, disse não ver “muitas chances de aumentar substancialmente o nível das tarifas” e que ainda não há evidências de que elas subirão muito além dos níveis atuais. Para ele, a incerteza em torno do novo regime tarifário é um entrave para a economia americana.

O presidente da distrital de Minneapolis também avaliou que a força da atividade sugere uma taxa neutra de juros mais alta, reforçando a necessidade de cautela diante do novo cenário geopolítico.

Estadão Conteúdo

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