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Diretor-geral da OMC pede que Rodada de Doha seja concluída em 2010

Arquivo Geral

30/11/2009 0h00

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o francês Pascal Lamy, pediu hoje aos 153 membros do organismo, que deram início hoje a uma reunião ministerial, que saiam dela “com a clara determinação de concluir a Rodada de Doha em 2010”.

Em seu discurso de inauguração da conferência e apesar de a agenda oficial não incluir as negociações da estagnada Rodada de Doha, Lamy afirmou que, “agora, mais que nunca, chegou o momento de reforçar a mensagem de que o comércio aberto é um jogo no qual todos ganham”.

“A maior adaptação que temos de fazer é concluir com sucesso a Rodada de Doha e em breve”, ressaltou, diante dos ministros dos países-membros.

Embora tenha sido lançada em 2001 em Doha com o objetivo de liberalizar o comércio em benefício do mundo em desenvolvimento, a rodada está estagnada pelas diferenças entre os países ricos e os países em vias de desenvolvimento, especialmente em matéria de agricultura.

No entanto, na opinião de Lamy, esses “mais de oito anos de trabalho na mesa de negociação (…) já representam um acúmulo de ativos importantes”, pois, segundo ele, “contém concessões mútuas”.

O responsável da OMC elogiou o sistema do organismo multilateral de comércio, que qualificou de “apólice mundial de seguros” que permitiu que não houvesse um recurso geral ao protecionismo devido à crise econômica mundial, apesar da redução do comércio.

“Enquanto os membros seguirem aplicando políticas responsáveis no plano interno, o sistema da OMC deveria continuar proporcionando a nós uma apólice mundial de seguros contra o protecionismo”, acrescentou.

Lamy insistiu em que “conseguir que o comércio se reanime e manter abertas as oportunidades comerciais é decisivo para o progresso” de todos os países, especialmente os mais pobres.

Disse que “a crise também colocou em relevo o valor do sistema de solução de controvérsias da OMC”.

“A capacidade de resolver pacificamente as diferenças comerciais (…) é uma enorme vantagem da qual careceram nossos antepassados em crises econômicas anteriores”, ressaltou.

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