O aumento dos preços das passagens de avião é “inevitável” devido ao forte encarecimento dos hidrocarbonetos no âmbito da guerra no Oriente Médio, afirmou nesta sexta-feira (20) o diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata).
O preço do querosene dobrou desde que o conflito estourou em 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, superando inclusive a alta dos preços do petróleo, indicou Willie Walsh durante uma coletiva de imprensa.
As empresas aéreas haviam calculado que o combustível representaria 26% de seus gastos em 2024, com base em um preço de US$ 88 (cerca de R$ 463) por barril, mas na quinta-feira (19) ele atingiu US$ 216 (aproximadamente R$ 1.136).
Com margens médias de 4%, Walsh advertiu que, se a situação continuar, as companhias não conseguirão absorver estes custos, razão pela qual o aumento dos preços das passagens é “inevitável”.
Isto, destacou, já é observado em alguns mercados, particularmente nos Estados Unidos. Várias companhias aéreas europeias também anunciaram aumentos nas tarifas de voos de longa distância.
Walsh comparou a magnitude da crise à vivida após os atentados de 11 de setembro, quando a frequência das linhas transatlânticas desabou por alguns meses.
Durante este tipo de crise “as pessoas continuam viajando, mas viajam por menos tempo”, apontou, prevendo que os hotéis poderiam sofrer um impacto maior que as próprias empresas aéreas.
A Iata reúne mais de 360 companhias aéreas que, em conjunto, concentram cerca de 85% do tráfego aéreo mundial.
AFP