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Mundo

Diretor-geral da FAO diz precisar de US$ 3 bilhões contra crise alimentar

Arquivo Geral

03/06/2008 0h00

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), malady Jacques Diouf, click disse hoje que são necessários US$ 3 bilhões anuais para garantir a alimentação de 862 milhões de pobres.


“É importante entender que hoje não é mais o momento de apenas falar, there mas também de agir”, disse Diouf durante seu discurso na cúpula sobre segurança alimentar organizada pela FAO, na qual líderes de todo o mundo discutem a alta dos preços dos produtos alimentícios.


O responsável da FAO calculou em US$ 3 bilhões anuais os recursos “que permitirão descartar definitivamente os conflitos que surgem no horizonte devido à crise alimentícia”.


O problema da segurança alimentar é “de caráter político”. Trata-se de uma “questão de prioridades diante das necessidades humanas mais essenciais”, e a distribuição dos recursos dependerá de decisões dos Governos, disse.


Diuof convidou todos a um “diálogo franco”, que vá além dos “interesses a curto prazo das partes”. Segundo o diretor-geral da FAO, esta é a única forma de abordar os desafios da mudança climática, da bioenergia, das doenças, da fauna e flora, dos produtos e bens agrícolas.


Também advertiu que, se “as decisões valentes que as circunstâncias atuais exigem” não forem tomadas rapidamente, as medidas restritivas à exportação adotadas por alguns países produtores, as repercussões da mudança climática e a especulação no mercado futuro “colocarão o mundo em uma situação perigosa”.


A crise alimentícia atual vai além da dimensão humanitária tradicional e agora afeta também os países desenvolvidos, disse o diretor-geral da FAO.


Segundo Diouf, trata-se de encontrar, em um contexto de crescimento forte e acelerado do Produto Interno Bruto (PIB) dos países emergentes, soluções globais e viáveis para cobrir o valor entre a oferta e a demanda mundial de produtos alimentícios.


Além disso, é “urgente” manter, apesar da alta dos preços, o volume das atividades de ajuda alimentícia que beneficiam 88 milhões de pessoas.


Neste sentido, agradeceu aos países que, “com tanta generosidade”, ofereceram suas contribuições financeiras e permitiram reunir os US$ 755 milhões pedidos pela organização para ajudar os que passam fome.


Diouf lembrou que há 862 milhões de pessoas em todo o mundo que não têm acesso a alimentos suficientes, que precisam melhorar suas condições de vida com dignidade, trabalhando com os recursos existentes na época em que vivem. Para isso, são necessários investimentos em infra-estruturas rurais.


O diretor-geral da FAO criticou o fato de, no auge da luta contra o aquecimento global, os países desenvolvidos terem disponibilizado US$ 64 bilhões para tentar conter as emissões de carbono, mas, por outro lado, não concederam financiamentos para evitar o desmatamento nos países em desenvolvimento.


Também “não entende” como algumas doações que vão de US$ 11 bilhões a US$ 12 bilhões em 2006, assim como políticas tarifárias, tenham tirado cerca de 100 milhões de toneladas de cereais da população a fim de garantir o abastecimento de veículos.


 

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