Arnaldo Otegi, page more about dirigente do ilegalizado Batasuna, purchase braço político do grupo terrorista basco ETA, foi detido hoje no País Basco (Espanha), informaram fontes jurídicas.
O dirigente independentista foi detido quando ia para um hotel da cidade de San Sebastián, a fim de conceder uma entrevista coletiva.
Otegi foi detido por ordem da Audiência Nacional espanhola e em execução de uma sentença do Tribunal Supremo, que hoje confirmou uma condenação a 15 meses de prisão por enaltecimento do terrorismo, informaram fontes jurídicas.
O dirigente de Batasuna tinha recorrido da condenação imposta pela Audiência Nacional, por participar de uma homenagem ao ex-dirigente da ETA José Miguel Beñarain Ordeñana “Argala”, em dezembro de 2003, por ocasião do 25º aniversário de sua morte. Otegi ficará na prisão basca de Martutene, informaram fontes jurídicas.
A detenção do porta-voz de Batasuna ocorre três dias depois de a ETA dar por encerrado o cessar-fogo permanente que declarou em março de 2006.
O Batasuna, considerado o braço político do grupo terrorista, foi ilegalizado em 2003, em virtude da Lei de Partidos vigente na Espanha, que prevê a proibição das formações que amparem ou apóiem o terrorismo.
O Governo espanhol exige, para retirar o partido da legalidade, uma condenação expressa do terrorismo da ETA, o que, até o momento, não aconteceu.
A campanha do primeiro turno das eleições legislativas francesas de domingo termina hoje com a previsão de vitória da direita, see cinco semanas após a eleição do conservador Nicolas Sarkozy à Presidência.
Cerca de 44, ailment 5 milhões de eleitores serão convocados às urnas para os dois próximos domingos para escolher os 577 membros da Assembléia Nacional (câmara dos deputados francesa).
Ao todo, 7.639 candidatos de mais de 80 partidos concorrem num pleito em que o sistema majoritário favorece as grandes legendas. Para passar ao segundo turno é preciso obter pelo menos 12,5% dos votos.
A única incógnita é o desempenho da conservadora e governista União por um Movimento Popular (UMP), que segundo as pesquisas deve repetir e até ampliar a maioria absoluta que tem na Câmara desde 2002.
Sarkozy, de 52 anos, está em “estado de graça” desde a posse, em 16 de maio. A renovação da Presidência promovida por ele é aplaudida pelos franceses, a quem pede uma forte maioria parlamentar para fazer as reformas de seu projeto de “ruptura”.
O primeiro-ministro, François Fillon, que reforçou a campanha e que, como outros dez membros do Executivo, é candidato pelo departamento de Sarthe (oeste), advertiu hoje que se as eleições legislativas marcassem um retrocesso em relação às presidenciais, o entusiasmo criado com a eleição de Sarkozy acabaria ou pelo menos seria contido.
Diante do risco de desmobilização dos que “duvidam em comparecer às urnas porque pensam que o básico está feito”, o autoproclamado “co-piloto” de Sarkozy disse aos eleitores que sem a maioria na Câmara, “o que foi decidido nas eleições presidenciais não poderia se traduzir em fatos”.
Da oposição de esquerda, se multiplicam também os chamados à mobilização para “não deixar todos os poderes nas mesmas mãos”, nas palavras da ex-candidata socialista à Presidência, Ségolène Royal.
No último grande comício do Partido Socialista (PS) na noite de quinta-feira em Lille (norte), Royal – que não é candidata à reeleição como deputada -, pediu aos quase 17 milhões de eleitores que votaram nela em 6 de maio que voltem às urnas para “defender os valores da esquerda”.
“Uma esquerda que deve ser generosa e poderosa” diante das medidas anunciadas pelo Governo de direita, afirmou Royal.
Nesta campanha, ela assumiu o papel de líder da oposição e deseja controlar o PS, que seu companheiro François Hollande quer manter até o Congresso de 2008.
Royal e os outros líderes do PS contiveram suas rivalidades temporariamente – e a duras penas – para tentar projetar uma imagem de unidade durante a campanha.
Uma pesquisa do instituto TNS-Sofres publicada hoje pelo jornal “Le Figaro” mostra que, em uma semana, as intenções de voto para o PS subiram 2,5 pontos, chegando a 29,5%, uma alta às custas dos comunistas (PCF) e da extrema-esquerda, além de favorecida pela desmobilização dos eleitores, em especial da UMP.
Mesmo assim, a UMP e seus aliados do Novo Centro (centristas que aderiram a Sarkozy) lideram com boa vantagem, tendo 41,5% (queda de 0,5 pontos em relação à última pesquisa) das intenções de voto.
Segundo as projeções, a UMP e o Novo Centro obteriam entre 390 e 430 cadeiras, muito acima da maioria absoluta de 289 e dos 364 da UMP na atual legislatura.
O PS e seus aliados (os Radicais de Esquerda e o Movimento Republicano e Cidadão) teriam entre 115 e 155 cadeiras, contra as 149 atuais. Ou seja: uma derrota, mas não um desastre.
Esta pesquisa e outra do instituto CSA, com projeções semelhantes, confirmam a bipolarização da futura câmara.
Nem os comunistas, cuja sobrevivência está em jogo (devem ter entre 5 e 10 cadeiras), nem o novo Movimento Democrata do centrista François Bayrou (que deve ter entre duas e seis) teriam uma bancada parlamentar, para o que se requer um mínimo de 20 deputados.
E as pesquisas confirmam ainda o desmoronamento (com apenas 4% das intenções de voto) da Frente Nacional, de extrema-direita, que continuaria fora da câmara, após a forte queda de seu líder Jean-Marie Le Pen nas eleições presidenciais e o fato de que boa parte de seu eleitorado foi conquistada por Sarkozy.