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Mundo

Direita e esquerda da América da Norte rejeitam plano de integração regional

Arquivo Geral

21/08/2007 0h00


O processo de integração da América do Norte parece “murchar” apesar da vontade de seus líderes, drug devido tanto à indiferença do público como à crescente oposição, da direita e da esquerda, nos três países.

Passaram dois anos desde que em 2005 os então presidentes dos três países se reuniram em Waco (EUA) para acertar a criação da Aliança para a Segurança e Prosperidade da América do Norte (Aspan) como continuação lógica do Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta) e com o acréscimo do dispositivo de segurança montado após os atentados de 11 de setembro de 2001.

Mas após três cúpulas, os “Três Amigos” norte-americanos fracassaram em sua tentativa de atrair o interesse da população da região no projeto e só conseguiram fazer inimigos nos Estados Unidos, Canadá e México tanto entre grupos de direita como de esquerda.

Os presidentes George W. Bush, dos EUA, Felipe Calderón, do México, e o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, fizeram uma cúpula tripartite de dois dias em Montebello (Canadá), na qual trataram assuntos bilaterais, regionais e globais, com poucos avanços rumo à integração da América do Norte.

Segunda-feira, no início da cúpula, um destacado grupo de conservadores americanos deram uma entrevista coletiva incomum no centro de Ottawa para denunciar as políticas integradoras dos três líderes norte-americanos, casualmente três conservadores.

Com uma linguagem parecida com a falada em organizações esquerdistas, a chamada Coalizão para Bloquear a União Americana denunciou a “cúpula secreta” de Montebello na qual Bush, Harper e Calderón planejaram uma “União Americana” a imagem e semelhança da União Européia (UE).

Entre os membros da coalizão estão o popular artista, cantor e personalidade da televisão Pat Boone, o congressista republicano pela Carolina do Norte Walter B. Jones, e o presidente do “Caucus” Conservador americano, e presidente da coalizão, Howard Phillips.

“Na Europa de hoje em dia, o controle de fronteiras foi retirado. Cada pessoa que entra em um país da UE pode viajar através de toda a região virtualmente sem restrições. Isso é o que as elites dos Estados Unidos, Canadá e México pensam para nós”, explicou Phillips.

A administração Bush tenta lutar contra esta percepção, sem muito sucesso. Recentemente, o embaixador americano no Canadá, David Wilkins, negou que Bush, e os outros dois líderes norte-americanos, estejam planejando “uma União Americana” ou uma moeda comum.

No Canadá e no México, a oposição ao que representa a Aspan vem de grupos opostos à política externa americana e à liberalização econômica sem limites, fundamentalmente grupos situados à esquerda do leque político.

Bush, Harper e Calderón desacreditaram em seus discursos aqueles que se opõem à Aspan com o argumento de que ela minará a soberania dos três países, e em uma declaração conjunta, no final da cúpula, se comprometeram a estabelecer um Marco de Cooperação Normativa entre EUA, Canadá e México.

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