A presidente do Brasil, Dilma Roussef, defendeu nesta segunda-feira (19) na Organização das Nações Unidas (ONU) o direito de acesso a remédios e serviços de saúde gratuitos.
Em fórum sobre doenças não transmissíveis, Dilma afirmou que no Brasil 20 mil farmácias públicas e privadas distribuem remédios sem custo a quem sofre de diabetes e hipertensão.
“Estamos intensificando o combate aos fatores de risco como tabagismo, consumo excessivo de álcool, inatividade física e alimentação não saudável”, disse.
A presidente reforçou que 72% das mortes não violentas de menores de 70 anos no Brasil são atribuídas a doenças crônicas não contagiosas que atingem a população mais pobre e vulnerável.
Chefes de Estado e Governo e ministros da saúde de todo o mundo debateram nesta segunda-feira na Assembleia Geral das Nações Unidas a implementação de medidas para a prevenção de doenças não transmissíveis.
As quatro doenças em nível mundial abordadas durante o fórum são as cardiovasculares, as pulmonares crônicas, o câncer e o diabetes, consideradas pela ONU uma ameaça para o desenvolvimento.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 36 milhões de pessoas morrem por ano em decorrência destas doenças, principalmente nos países mais pobres.
O secretário-geral da ONU ressaltou que o tratamento contra essas enfermidades não é caro e a prevenção pode não ter nenhum custo, além de inclusive economizar dinheiro.
Nesta segunda-feira, a presidente também participa de um colóquio organizado sobre a participação das mulheres na política, e terá uma intensa agenda até quinta-feira.
Na terça-feira, Dilma tem um encontro bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com quem deve conversar sobre a proposta do Brasil e de outros países emergentes de colaborar na solução da crise econômica internacional, e sobre a abertura dos fóruns multilaterais às nações em desenvolvimento.
Também com o presidente Obama, Dilma participa da cerimônia de apresentação da Sociedade de Governo Aberto. Ainda na terça-feira, ela se reúne com o presidente do México, Felipe Calderón, e participa de um jantar oferecido pela organização Woodrow Wilson International Center for Scholars, que lhe entregará um prêmio por sua vocação para o serviço público.
Na quarta-feira, Dilma faz o discurso inaugural da Assembleia Geral da ONU para dirigentes de 193 países, sendo a primeira mulher na história a abrir a Assembleia.
A chefe de Estado brasileira centrará seu discurso na crise financeira, na primavera árabe e na necessidade de reforma do Conselho de Segurança e dos organismos financeiros multilaterais, a fim de dar mais voz e voto aos países em desenvolvimento, de acordo com o chanceler Antonio Patriota.
Dilma também falará sobre a agenda do meio ambiente e pedirá a participação de todos os países na conferência sobre desenvolvimento sustentável Rio+20, que será realizada no Rio de Janeiro em 2012, com o objetivo de buscar acordos que ajudem a reduzir o aquecimento global.