A presidente Dilma Rousseff descartou nesta quinta-feira que a situação na Líbia afete de forma importante o fornecimento de petróleo no mundo, mas admitiu que a crise no país pode gerar nervosismo nos mercados globais.
“Não há hipótese de afetar o conjunto do fornecimento do mundo por conta disso. Agora, é certo que é um petróleo leve, um petróleo com baixo teor de enxofre e, portanto, é um petróleo bastante valorizado e importante”, declarou Dilma a jornalistas após receber o primeiro-ministro do Timor-Leste, Xanana Gusmão.
Segundo Dilma, embora não ocorra um desabastecimento de petróleo, pode ser que sejam produzidas turbulências nos mercados internacionais por causa da rebelião contra o Governo de Muammar Kadafi.
No caso do Brasil, explicou que a troca com a Líbia não tem um grande peso no comércio exterior, mas admitiu que há fortes investimentos brasileiros nesse país do norte da África.
“Nós mais do que exportarmos (para a Líbia), nós tínhamos e temos investimentos diretos de empresas brasileiras lá na Líbia e isso causa, óbvio, para esses investidores uma turbulência”, disse a governante, que expressou confiança de que a situação no país se resolverá em um curto prazo.
Os cerca de 600 funcionários das empresas brasileiras que operam na Líbia, em sua maioria construtoras ou vinculadas a área de petróleo, como a Petrobras, foram evacuados nos últimos dias, mediante operações apoiadas pelo Governo brasileiro.