A reunião entre as comissões começou por volta das 13h locais (17h de Brasília). Na sexta-feira passada, o diálogo foi suspenso pela falta de um acordo sobre a restituição de Zelaya.
O secretário-geral da Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado, Juan Barahona, disse a jornalistas que seu grupo exigirá a convocação de uma Assembleia Constituinte independente dos resultados da mesa de diálogo.
“Com ou sem restituição de Zelaya, com ele ou sem ele, vamos lutar pela Constituinte”, enfatizou Barahona no mesmo hotel onde as comissões de diálogo se reúnem acompanhadas por uma representação da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Segundo Barahona, a comissão de Zelaya os informou de que “não há nenhum resultado” nas negociações, apesar de os representantes de ambas as partes terem concordado na semana passada que avançaram em 95% nas conversas.
“Poderá haver alguma coincidência, mas, se não há restituição, isso equivale a nada”, enfatizou Barahona.
A Frente de Resistência também expressou que respeita a posição de Zelaya de pedir que o Parlamento de Honduras seja o responsável por decidir sobre a restituição e destacou que “a Corte Suprema de Justiça não tem nada a ver com o problema”.
Na sexta-feira, Micheletti propôs que a Corte Suprema de Justiça seja a instância a decidir sobre a volta de Zelaya ao poder.
Barahona disse que o diálogo continua porque “os golpistas apostam em ganhar tempo”.
O dirigente da Frente de Resistência negou que o grupo esteja buscando armas em países centro-americanos para forçar a saída de Micheletti do poder, como disse no sábado na Bolívia o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega.
“O presidente da Nicarágua não é membro da resistência, nem é o porta-voz da resistência. A resistência não decidiu mudar seu método de luta, que continua sendo pacífica”, disse Barahona.