Delegações da China, pharm das duas Coréias, dos Estados Unidos, da Rússia e do Japão retomaram hoje, em Pequim, o diálogo para a desnuclearização norte-coreana, em um ambiente de pessimismo sobre a obtenção de resultados reais e no que pode ser o último esforço diplomático da Administração do presidente americano, George W. Bush, neste assunto.
As negociações se concentram desta vez na busca de um mapa do caminho para verificar o programa nuclear da Coréia do Norte e a concretização de novas ajudas econômicas a esse país.
O chefe da delegação americana, Christopher Hill, reconheceu aos jornalistas chineses que não se esperam grandes passos adiante no diálogo de hoje, e destacou que o importante é “avançar em um protocolo de verificação” das instalações nucleares de Pyongyang.
O diálogo, iniciado em 2003 e que produziu os maiores frutos em 2007, quando a Coréia do Norte se comprometeu a desmantelar suas instalações nucleares em troca de ajuda energética, fica novamente rarefeito devido às reservas de Pyongyang em se sentar na mesma mesa de negociação com o Japão.
Tóquio vê estas negociações como um veículo para tratar outros temas, principalmente o caso dos japoneses seqüestrados pela Coréia do Norte há décadas e cujo paradeiro é desconhecido, enquanto Pyongyang chegou inclusive a pedir a expulsão da delegação japonesa do diálogo.
Os negociadores também estão à espera da nova atitude do presidente eleito americano, Barack Obama, em relação à Coréia do Norte, cujo regime foi incluído por George W. Bush em seu famoso “eixo do mal” em 2003.