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Mundo

Dia global de protestos tem pouca adesão em países árabes

Arquivo Geral

15/10/2011 19h48

A convocação internacional de protestos por uma mudança global teve pouca participação nos países árabes do Oriente Médio, onde só aconteceram manifestações no Egito e na Jordânia.

 

No Egito, cerca de 20 manifestantes se reuniram no final da tarde na praça de Tahrir, epicentro da revolução egípcia. “Viemos aqui para respaldar as manifestações de outros lugares do mundo, como os Estados Unidos e a Europa”, disse o professor de arte Ahmad Abuzid.

 

Um dos lemas que os manifestantes levavam em cartazes era “Juntos contra a pobreza”, escrito em árabe e em inglês. A maior parte dos participantes eram jovens que carregavam bandeiras do Egito.

 

O Movimento 6 de abril, um dos precursores da revolução no Egito, decidiu não participar do dia de protestos. Porta-vozes da organização informaram à Agência Efe que os conflitos de domingo no Cairo, quando morreram 25 pessoas, afetaram suas atividades nesta semana.

 

De fato, enquanto a manifestação acontecia em Tahrir, outro protesto era realizado em uma das pontes sobre o rio Nilo para prestar homenagem aos falecidos em choques entre o Exército e manifestantes cristãos.

 

Na Jordânia, dezenas de pessoas se concentraram na frente da embaixada dos EUA em Amã para expressar seu apoio ao movimento global.

 

Os manifestantes, a maioria jovens e ligados a partidos de esquerda, gritaram palavras de ordem contra o capitalismo. Além disso, levaram cartazes com mensagens como “Unidos por uma mudança global” e “Estamos com o socialismo econômico e contra a dominação do capitalismo americano”.

 

Outros países da denominada Primavera Árabe, como a Síria e o Iêmen, tiveram protestos neste sábado, mas eles não faziam parte da convocação internacional, mas sim das revoltas populares contra seus respectivos regimes.

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