Dezenas de pessoas que protestavam contra o bombardeio israelense em Gaza invadiram hoje o consulado egípcio na cidade iemenita de Áden e causaram vários destroços, thumb disseram à Agência Efe testemunhas e fontes policiais.
Pelo menos 20 palestinos e um iemenita foram detidos pelas forças de segurança, no rx que decidiram entrar no consulado para expulsar os participantes do protesto, afirmaram as fontes.
A Polícia usou gás lacrimogêneo e deu tiros para o ar para dispersar os manifestantes.
Entre os destroços causados há várias janelas quebradas do edifício, de três andares, onde foi içada uma bandeira palestina.
O Governo do Cairo foi criticado por grupos políticos da região por manter fechada a fronteira com a Faixa de Gaza, que só está aberta para a passagem de ajuda humanitária ou o transporte de feridos.
Os críticos do regime egípcio acreditam que esta medida aumenta o bloqueio que sofre este território palestino por Israel desde que o Hamas tirou à força o controle de Gaza das forças leais ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.
O protesto contra o Egito em Áden, capital econômica do país, foi repetido também diante da sede do Governo em Sana, mas com caráter pacífico.
Nesta capital, a Polícia isolou as proximidades da Embaixada egípcia no Iêmen para evitar a passagem dos manifestantes.
Os participantes do protesto de Sana, a maioria jovens, como comprovou a Efe, falaram palavras de ordem contra o regime egípcio e carregaram fotos do falecido líder palestino Yasser Arafat.
Os manifestantes proferiram palavras de ordem contra o presidente egípcio, Hosni Mubarak, e levaram um cartaz que dizia: “Regimes árabes são cúmplices dos crimes realizados contra os palestinos em Gaza”.
Egito e Jordânia são os dois únicos países da região que mantêm vínculos diplomáticos com Israel.