O Egito lembra hoje o décimo aniversário de um dos atentados mais sangrentos do país, healing que matou 58 turistas em Luxor, ao sul do Cairo, e que chegou a afastar por alguns meses os turistas, que atualmente lotam as atrações turísticas da cidade.
No entanto, os aldeões não se esquecem do atentado. “É como se o estivesse vendo”, afirmou hoje à Agência Efe o empresário Mohammed, dono de um hotel próximo ao templo de Hatshepsut, onde em 17 de novembro de 1997 um comando do grupo radical Gamaa Islamiya metralhou um grupo de ocidentais.
“De repente, vimos muitas pessoas fugindo do templo de Hatshepsut”, afirmou Mohammed, que estava no seu hotel naquele dia.
Quando descobriu o que havia, ele pegou seu carro para perseguir os autores do massacre. “Saíram fugindo num carro e depois foram para um ônibus. Eu segui o ônibus que se dirigia ao Vale dos Reis”, onde estão os túmulos dos faraós.
No entanto, os terroristas se depararam com cerca de 2 mil moradores do povoado, que bloquearam o caminho para evitar a morte de mais pessoas no Vale dos Reis. A polícia cercou os terroristas no Vale da Rainha e os matou para evitar mais vítimas.
“O ano seguinte ao atentado foi muito duro porque não veio nenhum turista a Luxor”, afirmou Mohammed.
“Entre os oito e dez primeiros meses não vimos nenhum visitante, depois começaram a vir pouco a pouco, e agora estamos totalmente recuperados, até o ponto de o número (de turistas) aumentar a cada ano”, afirmou à Agência Efe o diretor do Vale dos Reis, Mustafa Wazery.
Segundo dados da Autoridade Egípcia de Turismo, o Egito espera chegar a 10 milhões de turistas este ano, após ter superado a marca de 9 milhões em 2006.
Wazery afirma que as medidas de segurança foram reforçadas devido ao atentado. “Agora há policiais por todas as partes”. Segundo o diretor do Vale dos Reis, os turistas não viajam sozinhos de uma cidade a outra, a não ser com escolta policial.
O atentado enfraqueceu as atividades de grupos islamitas violentos como Gamaa Islamiya e Al Jihad. “De 1990 até 1997 vivemos um período muito violento, com centenas de ataques, mas a partir de 1997 a situação mudou”, disse à Efe o especialista em islamismo, Dia Rashuan.
Segundo o analista, embora as medidas de segurança tenham contribuído para o fim da violência, a mudança teve origem dentro desses grupos.
“De uma perspectiva histórica, o islamismo sempre contou com esse tipo de organizações, de vida curta, que depois evoluem para outra linha, como os Irmãos Muçulmanos”, afirmou Rashuan