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Mundo

Detido empresário italiano acusado de financiar chefão da máfia Cosa Nostra

Arquivo Geral

20/12/2007 0h00

A Polícia italiana deteve hoje o empresário Giuseppe Grigoli, order considerado o “rei” dos supermercados na região da Sicília (sul), acusado de supostamente ter financiado o capo (chefe) mafioso Matteo Messina Denaro, que seria o sucessor do grande líder da Cosa Nostra, Bernardo Provenzano.

Grigoli, de 58 anos, foi detido na localidade de Castelvetrano, Sicília, e foi acusado de “ajudar de fora” a Cosa Nostra, segundo a Polícia.

As mesmas fontes afirmaram que foram confiscadas de maneira preventiva todas as sociedades do empresário, avaliadas em 200 milhões de euros.

Segundo os investigadores, Grigoli ofereceu a Messina Denaro a possibilidade de se “expandir” no setor da alimentação através de sua sociedade Gruppo 6 GDO Srl.

O empresário detém a exclusividade da gestão dos supermercados Despar para as localidades de Palermo, Trapani e Agrigento, no oeste da Sicília.

Seu nome aparece nos já famosos “pizzini” – mensagens criptografadas – encontrados no esconderijo onde Bernardo Provenzano ficou até ser capturado, em 11 de abril de 2006.

Desde a prisão de Provenzano no ano passado, todos os olhares se voltaram para Messina Denaro e Salvatore Lo Piccolo como “sucessores naturais” do capo mafioso.

Lo Piccolo foi capturado em novembro, depois de escapar da justiça durante sete anos. Por isso, os investigadores não descartam que Messina Denaro, em paradeiro desconhecido, tenha assumido o controle da organização criminosa.

Matteo Messina Denaro é de Castelvetrano, na província siciliana de Trapani – onde o empresário foi detido hoje -, e foi condenado à prisão perpétua pelos atentados mafiosos cometidos em Roma, em 1993, contra a igreja de San Giorgio in Velabro, e por ataques em Milão e em Florença, em uma rua próxima ao museu Galeria dos Ofícios.

O obstinado Messina, segundo alguns, tem uma “carreira” assassina quase do mesmo nível que a de Provenzano.

Seu calcanhar de Aquiles são belas mulheres, carros, relógios de ouro e luxo em geral, o que contrasta com a vida de quase ermitão, ou pelo menos de pastor siciliano, que Provenzano levou em seus 43 anos de “latitanza” (paradeiro desconhecido).

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