Ghailani foi apresentado esta terça-feira perante um juiz federal em Manhattan para ouvir as acusações feitas pelas autoridades americanas contra si em relação aos ataques de 7 de agosto de 1998 contra as sedes diplomáticas em Dar-es-Salam, Tanzânia, e Nairóbi, Quênia, nos quais 224 pessoas morreram.
“Inocente”, respondeu o africano em inglês quando a juíza Loretta Preska perguntou como se declarava, no primeiro comparecimento em um tribunal federal americano.
O detido é acusado de um total de 286 delitos, entre eles de conspirar com Osama bin Laden e outros membros da organização terrorista Al Qaeda para matar americanos em qualquer parte do mundo.
Ele também é acusado do assassinato de cada um dos mortos nos atentados contra as delegações diplomáticas.
O tanzaniano pode pegar prisão perpétua e até mesmo pena de morte.
Ghailani será o primeiro detento de Guantánamo a ser submetido a julgamento em um tribunal comum, em vez de nas cortes especiais que o ex-presidente George W. Bush criou na base militar americana na baía cubana.
Ghailani foi capturado em julho de 2004 no Paquistão e levado a uma prisão secreta da CIA até 2006, quando foi transferido a Guantánamo junto com os outros 13 prisioneiros mais valiosos dos Estados Unidos.
O Departamento de Justiça anunciou em maio que levaria o detento a Nova York, e Obama afirmou então que, “após uma década, é hora de finalmente se fazer justiça” pelos atentados de 1998.