A crise política na Romênia, após a queda do Governo na terça-feira, continua se complicando, depois que o presidente do país, Traian Basescu, se negou hoje a designar como candidato o primeiro-ministro apoiado pela maioria dos partidos para ocupar o cargo.
A oposição, que conta com 65% das cadeiras no Parlamento, propôs unanimemente o nome do prefeito independente de Sibiu, Klaus Johannis, como novo primeiro-ministro.
Johannis é um popular político, cuja gestão como prefeito teve um reconhecimento generalizado e que foi elogiado por vários partidos para assumir responsabilidades na esfera política nacional.
Basescu, que se reuniu hoje com representantes de todos os partidos, rejeitou a ideia de um Gabinete de tecnocratas liderado por Johannis, que dirigirá o país até as eleições presidenciais de novembro, e chamou todos os grupos a formarem um Governo de união nacional.
“Não posso aceitar designar um Governo para dois meses”, explicou Basescu aos líderes dos partidos, e questionou a independência que esse Gabinete de tecnocratas teria.
Em uma declaração oficial, o presidente defendeu a necessidade de um primeiro-ministro com perfil econômico, que administre a crise e assegure o cumprimento do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que concedeu um crédito de 20 bilhões de euros ao país para evitar o colapso econômico.
“Temos necessidade de um primeiro-ministro especialista em economia, de um homem com experiência na relação com os bancos e com as instituições internacionais bancárias e financeiras”, disse o presidente.
Segundo a agência “Newsin”, o nome proposto por Basescu poderia ser o de Lucian Croitoru, atual assessor do presidente do Banco Central da Romênia e antigo representante do país no FMI.
Uma moção de censura apoiada pela oposição derrubou ontem o Governo da Romênia, que estava no poder havia apenas dez meses.